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Policial do RJ recebe R$ 337 mil de sócio de MC Poze em operação da PF

Uma investigação da Polícia Federal revelou que um sócio do funkeiro MC Poze do Rodo transferiu R$ 337 mil para um policial militar do Rio
Foto: RDNEWS

Uma transação financeira no valor de R$ 337 mil, realizada por um sócio do MC Poze do Rodo, chamou a atenção da Polícia Federal (PF) durante a Operação Narco Fluxo. A operação, que ocorreu na quarta-feira, 15 de abril de 2026, visa combater um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao crime organizado. O valor transferido foi identificado em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O policial militar do Rio de Janeiro envolvido na transação é o 3º sargento Rodrigo Armelau Damião, que é considerado suspeito de atuar como receptor das supostas sobras do grupo. Ao ser contatado, o policial afirmou desconhecer a investigação e alegou que o valor recebido se refere à venda de uma casa, mas não forneceu mais detalhes sobre a negociação.

Na mesma operação, Marlon Brendon Couto Coelho da Silva, conhecido como Poze, e seu sócio Ellyton Rodrigues Feitosa foram presos sob a acusação de receber valores provenientes de casas de apostas e rifas ilegais. Além disso, a investigação revelou que o esquema também dissimulava lucros oriundos do tráfico internacional de drogas.

De acordo com a PF, Ellyton desempenhava o papel de “gestor administrativo” que tentava dar uma aparência legal aos fluxos financeiros de Poze. Ele atuava como “uma câmara de compensação interestadual”. Através da empresa Poze Records, o operador financeiro recebeu R$ 1,6 milhão de Viviane Noronha, esposa do funkeiro.

O operador também recebeu R$ 300 mil da RSS Produção, uma empresa ligada ao MC Ryan SP, que é apontado como líder do esquema, além de ter recebido R$ 400 mil da Tá Jogado Pretão, do influenciador Daniel Alves Nascimento, conhecido como Danielzinho Grau.

A PF ainda destacou que Ryan contratava operadores de mídia para veicular conteúdos favoráveis a ele e para promover suas plataformas de apostas, com o objetivo de minimizar crises de imagem que poderiam surgir em decorrência das investigações em curso.

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