A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso se reuniu na quarta-feira (22) para discutir a demissão de 56 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Durante a sessão, foram encaminhados cinco pontos que abordam a situação dos profissionais e a operacionalidade do serviço na Baixada Cuiabana.
O presidente da comissão, deputado Dr. Eugênio (PSB), ressaltou a necessidade de revisão das demissões ocorridas em março. Além disso, o deputado destacou a importância de esclarecer os motivos que levaram à desativação de cinco unidades do SAMU, que atualmente não estão em funcionamento. O fortalecimento da cooperação técnica entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o SAMU e o Corpo de Bombeiros também foi um dos tópicos abordados, visando melhorar a efetividade do atendimento pré-hospitalar no estado.
Durante a votação, o deputado Paulo Araújo (Republicanos) sugeriu que a convocação de um concurso público para a categoria fosse incluída nas discussões. O deputado Lúdio Cabral (PT), que se encontra em licença, propôs que a comissão se reunisse com o Ministério da Saúde na próxima terça-feira (28) para discutir a possibilidade de renovação dos contratos dos 56 profissionais demitidos. "Queremos a renovação imediata dos contratos. O serviço de atenção pré-hospitalar está comprometido pela falta desses profissionais qualificados", afirmou Cabral.
O secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, que assume a pasta há 20 dias, mencionou a existência de um termo de cooperação técnica entre a SES e o Corpo de Bombeiros Militar, que visa ampliar os serviços de atendimento pré-hospitalar no estado. Melo destacou que as discussões sobre essa cooperação começaram em junho do ano passado.
Patrícia Ferreira, enfermeira do SAMU, criticou a situação do serviço, afirmando que nos últimos sete anos houve um sucateamento do Serviço de Atendimento Médico em Cuiabá e Várzea Grande. Ela informou que, em julho de 2025, o SAMU contava com 12 unidades de ambulâncias, número que caiu para oito em janeiro. "A demissão de 56 profissionais impossibilitou o atendimento adequado à população", ressaltou Ferreira, enfatizando também a redução dos investimentos no setor.
A deputada Janaína Riva (MDB) reforçou a importância de preservar o SAMU, destacando que a discussão deve ser técnica e não política. "A população quer atendimento de qualidade, independentemente de ser pelo SAMU ou pelo Corpo de Bombeiros", finalizou a parlamentar.