Em evento realizado Em Sinop, a 500 km de Cuiabá, na quarta-feira (22), o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), apresentou suas propostas para o setor agrícola, destacando a necessidade de destravar a Ferrogrão, uma ferrovia projetada para conectar Sinop ao Porto de Miritituba, no Pará. A iniciativa faz parte de um esforço para desburocratizar as licenças ambientais, um tema considerado crucial para o desenvolvimento do agronegócio, setor fundamental da economia brasileira.
Flávio enfatizou a importância da Ferrogrão, afirmando que sua conclusão não deveria estar atrelada a questões ambientais e insegurança jurídica. "Não tem nenhuma lógica uma ferrovia tão importante como a Ferrogrão estar até hoje sem estar concluída por questão de problema ambiental", comentou. Ele se comprometeu a acelerar o processo de licenciamento ambiental, prometendo que sua gestão centralizaria essa função para evitar a burocracia que, segundo ele, prejudica o agronegócio.
Durante sua fala, o senador também abordou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), que discute a alteração dos limites do Parque Nacional do Jamanxim para viabilizar a Ferrogrão. O julgamento desta ação está adiado e, Segundo Flávio, o Brasil deveria valorizar os produtores de alimentos, ao invés de criar obstáculos para a produção e o escoamento agrícola.
Além das promessas relacionadas à infraestrutura, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende implementar medidas para reduzir os juros dos empréstimos destinados aos produtores rurais. Ele ressaltou que o governo deve facilitar a vida dos agricultores, garantindo a restituição de todas as linhas de crédito sem burocracia excessiva, e mencionou o financiamento do Plano Safra como uma prioridade em sua gestão.
Por fim, o pré-candidato abordou a questão das Terras Indígenas, afirmando que, se eleito, buscará evitar novas demarcações, em contraste com a abordagem do Governo Lula (PT). Flávio defendeu que os Povos Indígenas devem ter a oportunidade de se desenvolver economicamente, deixando de depender apenas de assistencialismo da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), e propôs que eles possam produzir de forma independente e sustentável.