Na sessão ordinária da Câmara de Cuiabá, realizada na quinta-feira, 23, foram aprovadas duas moções de repúdio direcionadas à decisão do presidente Lula (PT) de indicar Jorge Messias, ex-chefe da Advocacia Geral da União (AGU), para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Os vereadores expressaram preocupação com o perfil do indicado, alegando que ele possui um viés considerado "pró-aborto", o que, segundo eles, impossibilitaria sua entrada no Judiciário.
A discussão em torno da indicação de Messias gerou um intenso debate entre os membros da Câmara, que ressaltaram a importância de um ministro do STF ter uma postura alinhada aos valores da sociedade. Os vereadores enfatizaram que a escolha de Messias poderia comprometer a integridade do Judiciário, especialmente em temas sensíveis como a legalização do aborto.
Além de criticar a indicação, os vereadores também utilizaram a oportunidade para expressar sua discordância em relação à postura do presidente Lula, afirmando que a decisão de indicar Messias não representa os interesses da população. A moção de repúdio foi aprovada por unanimidade, refletindo uma posição unificada dos parlamentares sobre a questão.
Essa movimentação na Câmara de Cuiabá ocorre em um contexto mais amplo de debates sobre o papel do STF e a influência política nas suas nomeações. A escolha de ministros do Supremo frequentemente gera polêmica, especialmente quando envolvem temas que polarizam a sociedade.
Com a aprovação das moções, a Câmara de Cuiabá deixa claro seu posicionamento contrário à indicação de Jorge Messias, reafirmando a necessidade de um Judiciário que reflita a diversidade de opiniões e valores da sociedade brasileira.