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Liberdade Provisória é Concedida a Empresário Preso com Arma Furtada em Cuiabá

Wilton Wagner Magalhães, alvo da Operação Aposta Perdida, pagou fiança de R$ 15 mil e foi solto após decisão do juiz Cássio Leite. Ele foi
Foto: RDNEWS

Na sexta-feira, 24 de abril de 2026, o juiz Cássio Leite de Barros Netto, atuando no Núcleo de Justiça 4.0 de Cuiabá, decidiu conceder liberdade provisória ao empresário Wilton Wagner Magalhães, um dos investigados na Operação Aposta Perdida. O empresário havia sido preso durante a execução de um mandado de busca e apreensão em sua residência, situada no Condomínio Florais da Mata, em Várzea Grande, onde foi encontrado uma pistola Glock calibre .45, 12 munições do mesmo calibre e 50 munições calibre .380, que foram identificadas como furtadas. Para obter a liberdade, Wilton pagou uma fiança no valor de R$ 15 mil.

A prisão de Wilton ocorreu na quinta-feira, 23 de abril de 2026, durante a operação que busca desmantelar atividades ligadas ao Crime Organizado. Na audiência de custódia, o juiz Cássio Leite analisou a situação e considerou que não havia elementos suficientes para a conversão do flagrante em prisão preventiva, uma vez que não havia indícios de que o empresário pudesse obstruir as investigações ou interferir na aplicação da lei penal.

O juiz destacou que, apesar da gravidade da situação, o empresário poderia responder ao processo em liberdade. A decisão foi fundamentada na ausência de elementos concretos que justificassem a prisão como medida extrema e necessária para garantir a ordem pública ou a instrução processual penal. O magistrado afirmou que "não subsiste pressuposto para tal", referindo-se à prisão preventiva.

Além da arma e das munições, as investigações revelaram que Wilton estava envolvido em atividades financeiras irregulares, utilizando empresas de fachada e movimentações financeiras dissimuladas para ocultar a origem dos recursos. Os dados obtidos durante as apurações indicaram a aquisição de bens de alto valor, como veículos importados, incluindo BMW, Land Rover e Porsche, além de imóveis luxuosos que não condizem com sua renda declarada.

Os investigadores também identificaram o uso de “laranjas” e transações simuladas para dificultar o rastreamento financeiro. Relatórios técnicos mostraram movimentações financeiras milionárias e divergências fiscais, além de vínculos com outras pessoas envolvidas em crimes semelhantes e conexões com plataformas internacionais ligadas a fraudes digitais.

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