O presidente do PL de Mato Grosso e secretário de governo em Cuiabá, Ananias Filho, concedeu uma entrevista à Rádio Cultura FM, onde fez um contraponto às recentes declarações da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e do prefeito de Rondonópolis, Claudio Ferreira. Ambos, que são filiados ao PL, manifestaram apoio à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, em relação à sucessão estadual que ocorrerá em outubro.
Ananias Filho enfatizou que o partido não tolerará traições e classificou a postura dos prefeitos como ingratidão, ressaltando que o PL sempre esteve ao lado deles em momentos decisivos. "Essa fala desses prefeitos, na hora certa nós vamos corrigir…deixa eles falarem, mostrar a cara deles dessa forma, mas nós vamos mostrar claramente: oh, você quer ficar, fica, nós não vamos ficar brigando por ninguém", declarou.
O presidente do PL esclareceu que o momento de definição é logo após a convenção, afirmando que não deixará ninguém solto dentro do partido. "Se quiser ficar no PL, será bem-vindo, se não quer ficar com o PL, nós vamos ficar com o povo. O povo sabe onde o PL está. O PL não muda de posicionamento", afirmou Ananias Filho.
Em sua fala, ele destacou que o PL não aceitará membros insatisfeitos e ingratos, reiterando que haverá diálogo, mas sem imposições. Ele também revelou que já teve uma conversa pessoal com Flávia Moretti, na qual esclareceu que a decisão do partido já foi tomada: Wellington Fagundes é o pré-candidato.
"Se ela é PL e quer ser partidária, então é Wellington Fagundes, é José Medeiros e é Flávio Bolsonaro", argumentou, deixando claro que a prefeita pode optar por seguir a linha de qualquer um dos três candidatos mencionados. Ananias Filho lembrou que o PL foi fundamental para a ascensão política de ambos os prefeitos, fornecendo legenda e financiamento, e questionou a coragem de um político que fala em traição.
Por fim, Ananias Filho reforçou que a lealdade ao partido é essencial, afirmando que não se pode ser ingrato e fiel ao mesmo tempo. Ele expressou sua indignação em relação à falta de reconhecimento por parte dos prefeitos, considerando suas declarações como uma falta de sensatez e comprometimento com o PL.