Mato Grosso alcançou um marco significativo na safra 2025/26 de soja, registrando a maior produção desde que começou a contabilizar esses dados. Com 51,6 milhões de toneladas colhidas, o estado reafirma sua posição de liderança no Brasil pela 26ª safra consecutiva, mantendo-se no topo desde a safra 1999/00.
Os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revelam que a produção desta safra superou a anterior, que foi de 51,3 milhões de toneladas, refletindo um crescimento de 0,6%. A área destinada ao cultivo também cresceu, alcançando 13,0 milhões de hectares, um aumento de 2,1% em relação aos 12,7 milhões de hectares da safra 24/25. A produtividade média foi de 3,97 toneladas por hectare.
Esses números destacam a relevância de Mato Grosso na produção de soja, responsável por 28,8% de toda a produção nacional na safra 25/26. Essa posição não apenas reforça a importância do estado para o abastecimento interno, mas também para as exportações do grão brasileiro, que são fundamentais para a economia nacional.
Os efeitos positivos dessa safra recorde também se refletem no mercado de trabalho. Em janeiro de 2026, a cultura da soja gerou 7.505 empregos formais, correspondendo a 72% de todas as novas vagas criadas na agropecuária do estado, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que foram analisados pelo DataHub MT, vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
A secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, destacou a importância desse resultado, que coloca Mato Grosso entre os principais produtores agrícolas do mundo. Com 51,6 milhões de toneladas colhidas, se o estado fosse um país, estaria entre os três maiores do setor agrícola global.
"Alcançar esse resultado é histórico. Não só pelo volume, mas pelo que representa em termos de expansão de área, produtividade e tecnologia acumulada ao longo dos anos. O significado desse recorde é ainda mais notável ao considerar os empregos gerados e a renda que circula nas cidades", afirmou Linacis Vogel Lisboa.