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Operação da Polícia Civil resulta na prisão de juiz de paz e guarda municipal por desvio

Na manhã desta terça-feira (19), um juiz de paz e um guarda municipal foram detidos em Sorriso, durante a Operação Eidolon, sob suspeita de desvio
Foto: RDNEWS

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira (19) a Operação Eidolon, que culminou na prisão de um juiz de paz e um guarda municipal em Sorriso, município situado a 420 km de Cuiabá. Ambos são suspeitos de integrar um esquema criminoso dedicado ao desvio de veículos que estavam sob a guarda da prefeitura.

De acordo com as investigações, o guarda municipal é considerado o líder operacional do grupo, enquanto o juiz de paz teria acesso a procedimentos cartorários que facilitavam a realização das fraudes. Além dos dois, outras três pessoas também foram presas durante a operação, que ainda incluiu o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão.

A ação coordenada pela Polícia Civil resultou em cinco ordens de bloqueio de contas bancárias e medidas de suspensão de registros de pessoas jurídicas. Também foram determinadas a suspensão do exercício de função pública e o afastamento do sigilo financeiro de oito investigados, todas as ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Sorriso.

As apurações realizadas pelo Núcleo de Combate ao Estelionato e Lavagem de Dinheiro da delegacia da cidade revelaram que o grupo criminoso contava com a participação de servidores públicos, falsificadores, intermediadores e receptadores. O esquema envolvia a identificação de veículos com baixa probabilidade de recuperação por seus proprietários, em especial motocicletas com pendências administrativas.

Esses veículos eram retirados de pátios conveniados de forma ilícita, utilizando procurações fraudulentas e termos de liberação falsificados. Durante as investigações, a Polícia Civil também constatou a participação de indivíduos com acesso privilegiado a sistemas públicos, além de pessoas ligadas a cartórios, o que permitiu a inserção de dados falsos e a emissão de documentos fraudulentos.

Com a evolução das investigações, surgiram indícios da prática de crimes como organização criminosa, estelionato, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos públicos e a inserção de dados falsos em sistemas de informação. O nome da operação, Eidolon, de origem grega, simboliza a ideia de "reflexo" ou "imagem projetada", representando a duplicidade e falsidade empregadas pelos envolvidos para encobrir suas atividades ilícitas.

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