RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Capitão do Corpo de Bombeiros busca reverter decisão sobre expulsão após morte de aluno

O militar Daniel Alves de Moura e Silva recorreu ao STF para evitar a perda de seu posto, após ser responsabilizado pela morte do aluno
Foto: icon-weather

O militar Daniel Alves de Moura e Silva protocolou um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) visando reverter a decisão da Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que determinou sua expulsão do Corpo de Bombeiros Militar. O capitão é réu pela morte do aluno bombeiro Lucas Veloso Peres, de 27 anos, ocorrida durante um treinamento aquático em fevereiro de 2024, na Lagoa Trevisan.

Em março de 2026, o TJMT decidiu, de forma unânime, pela exclusão do oficial, fundamentando-se na conclusão de um Conselho de Justificação que atribuiu a ele responsabilidade no incidente. O relatório do conselho indicou que Daniel Alves agiu com imprudência e negligência ao reduzir medidas de segurança, o que resultou na morte do aluno por afogamento.

A decisão do TJMT foi tomada com base em um processo administrativo instaurado dentro da corporação. A corte considerou que a conduta do capitão era incompatível com a função que exercia, levando à sua exclusão dos quadros do Corpo de Bombeiros.

No recurso apresentado ao STF, a defesa argumenta que a perda do posto e da patente não deveria ter sido decidida sem que houvesse uma condenação criminal definitiva e sem o cumprimento das garantias do devido processo legal, como contraditório e ampla defesa. Além disso, a advogada do militar enfatiza que ainda há uma ação penal em trâmite na Justiça Militar de Cuiabá, que investiga os mesmos fatos.

Entre os argumentos levantados pela defesa, destaca-se a ausência de uma condenação criminal final, e que a decisão do TJMT antecipou um juízo de culpa ao atribuir imprudência e negligência ao capitão, o que violaria o princípio da presunção de inocência. Também são mencionadas condições de saúde do aluno, como histórico de arritmia cardíaca e uso de medicação psicotrópica, que poderiam ter influenciado o desfecho do treinamento, questões que ainda estão sendo analisadas no processo criminal.

Além de pleitear a nulidade da decisão do TJMT, a defesa solicita que seja concedido um efeito suspensivo imediato, permitindo que o militar permaneça em seu cargo até que o STF julgue o caso. Subsidiariamente, pede que os efeitos da perda do posto sejam suspensos até que haja uma decisão definitiva na ação penal militar.

Veja também

Colisão entre moto e carro deixa jovem ferido em Alta Floresta

Um acidente de trânsito em Alta Floresta, na Avenida Teles Pires, resultou em um homem de 24 anos...

Tce-Mt cobra investigação rigorosa após incêndio em depósito da Educação de Várzea Grande

O presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, visitou o local do incêndio na Secretaria Municipal de Educação em Várzea...

Troca de tiros em Cuiabá resulta na morte de suspeito de tentativa de estupro

Um homem de 25 anos foi morto em confronto com a Polícia Militar após ser denunciado por tentativa...