Na manhã de sexta-feira, 22 de maio de 2026, o deputado estadual Valdir Barranco, do PT, protocolou o Requerimento nº 288/2026 na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O documento solicita dados ao governador Otaviano Pivetta e à secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman Benicio, com o intuito de esclarecer a legalidade e a destinação do repasse de R$ 3.192.799,00, destinado à realização da Norte Show 2026, que ocorrerá em Sinop.
A iniciativa do deputado surge em resposta à repercussão negativa na mídia sobre o Termo de Fomento assinado sem licitação, além de preocupações sobre a utilização do evento para promoção política de pré-candidatos. No requerimento, Barranco levanta questões que vão desde os critérios técnicos e jurídicos que fundamentaram a contratação até a possibilidade de desvio de finalidade dos recursos públicos.
Barranco enfatizou a importância da transparência ao afirmar: “Estamos falando de mais de R$ 3 milhões do dinheiro do povo. Não aceitaremos que esse recurso seja utilizado como palanque político disfarçado de incentivo econômico. É preciso transparência total e respeito aos princípios da administração pública.”
Entre os questionamentos apresentados, o deputado busca esclarecer os critérios que justificaram a assinatura do termo sem a realização de um processo licitatório. Ele também solicita a cópia integral do plano de trabalho da entidade beneficiada e a identificação dos servidores responsáveis pela fiscalização do convênio, além de relatórios já elaborados. Outra preocupação é a presença de pré-candidatos em espaços oficiais do evento e como o governo assegura que não houve uso indevido da estrutura financiada com recursos públicos.
“Se houve promoção eleitoral com dinheiro público, isso é grave e precisa ser apurado com rigor. Não podemos permitir que o erário seja utilizado para antecipar campanhas eleitorais”, reiterou Barranco.
O requerimento, apresentado no final de abril (29), também questiona a existência de estudos de impacto econômico que justifiquem o investimento, as contrapartidas exigidas em favor da agricultura familiar e dos pequenos produtores, além do prazo para a prestação de contas do convênio. O deputado ainda indaga sobre a origem dos custos com cerimonial e palanque de autoridades, questionando se esses gastos foram cobertos com recursos da SEDEC.