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Governador de Mato Grosso critica falta de ação no combate ao crime organizado

Otaviano Pivetta afirma que o Brasil está perdendo a batalha contra facções criminosas e pede mudanças nas leis e maior autonomia para os estados.
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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, elevou o tom ao comentar sobre o crescimento das facções criminosas no país. Em sua análise, as autoridades brasileiras estariam "perdendo esse jogo por falta de atitude, coragem e seriedade". Pivetta enfatizou a necessidade de um endurecimento nas políticas de combate ao crime organizado e criticou a inércia das lideranças diante do avanço das facções.

Em um pronunciamento oficial, o governador expressou sua preocupação com a lentidão das reações das instituições nacionais ao que ele chamou de "Estado paralelo". Ele lamentou que a iniciativa de classificar a gravidade dessas facções tenha vindo de um país estrangeiro, especificamente dos Estados Unidos, em vez de ser uma ação das próprias autoridades brasileiras.

Após a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo dos EUA, Pivetta declarou que "lamentavelmente, precisou um país importante como os Estados Unidos da América dar essa mensagem para os nossos líderes". Durante seu discurso, ele reforçou que "não é possível o Estado estar perdendo a luta para o Estado paralelo".

O governador reiterou a urgência de tratar as organizações criminosas com a severidade da lei, afirmando que o Brasil está perdendo a batalha contra o crime organizado. "Nós precisamos tratar essas organizações criminosas com o rigor da lei. Estamos perdendo esse jogo por falta de atitude, coragem e até por falta de seriedade", disse Pivetta.

Além das críticas, Pivetta também defendeu a necessidade de reformas estruturais, incluindo a concessão de maior autonomia para os estados e uma revisão das leis federais. Ele argumentou que é fundamental ter mais autonomia, considerando que o Brasil possui realidades distintas em seu vasto território. O governador ainda apontou que as leis atuais são inadequadas, afirmando que é urgente rever o Código Penal.

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