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Ministro Zanin mantém medidas cautelares para lobista de MT investigado em venda de sentenças

O ministro Cristiano Zanin decidiu manter o monitoramento por tornozeleira eletrônica do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, denunciado por sua suposta participação em um esquema
Foto: icon-weather

O ministro Cristiano Zanin, do Superior Tribunal de Justiça, decidiu manter o monitoramento por tornozeleira eletrônica do lobista mato-grossense Andreson de Oliveira Gonçalves, que foi denunciado por atuar como articulador em um esquema de venda de sentenças. Esta decisão foi proferida na última quinta-feira, 28 de maio de 2026.

Zanin atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que solicitou a continuidade das medidas cautelares, incluindo o monitoramento eletrônico. O ministro argumentou que ainda existem riscos à instrução criminal e à aplicação da lei penal, o que justifica a manutenção dessas restrições.

Em sua análise, o magistrado destacou que a apresentação da denúncia não elimina os fundamentos que levaram à imposição das medidas anteriormente. Segundo ele, ainda há diligências em andamento e a possibilidade de novos desdobramentos nas investigações, reforçando a necessidade de continuar com as medidas cautelares.

Andreson de Oliveira Gonçalves foi denunciado pela PGR por diversos crimes, incluindo corrupção ativa, exploração de prestígio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A acusação alega que ele atuava como principal intermediador entre aqueles que desejavam influenciar decisões judiciais e pessoas com acesso a informações internas dos tribunais.

A denúncia contra Andreson faz parte da Operação Sisamnes, que investiga a suposta venda e vazamento de decisões judiciais, especialmente no STJ. As investigações apontam que o grupo ao qual ele pertence teria acesso antecipado a minutas e informações sigilosas, utilizadas para favorecer interesses privados.

Além de Andreson, a denúncia também inclui sua esposa, Mirian Gonçalves, e o ex-servidor do STJ, Márcio José Toledo Pinto. O caso de venda de sentenças começou a ser investigado após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, que ocorreu em dezembro de 2023, em frente ao seu escritório no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. A partir desse crime, a Polícia Federal encontrou indícios de um esquema de corrupção que afetava decisões judiciais em tribunais de diversos estados.

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