Na última segunda-feira (1º), o governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, manifestou apoio à decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em suas declarações, Pivetta destacou que essa classificação é um reconhecimento da gravidade dos impactos que essas facções exercem também no território americano.
Pivetta ressaltou que a medida não deve ser vista como uma interferência nos assuntos internos do Brasil, mas sim como uma resposta necessária frente ao avanço das organizações criminosas. Ele observou que o Brasil demorou a tomar atitudes mais firme contra essas facções, que têm causado danos significativos à segurança pública.
"Não há uma interferência do governo americano, nada disso. O governo americano está simplesmente considerando essas organizações criminosas, que devem fazer muito mal aos Estados Unidos também, como organizações terroristas", afirmou Pivetta. Para ele, tal reconhecimento é um sinal de que o Brasil precisa agir com mais determinação no combate ao crime organizado.
O governador também expressou preocupação com as possíveis repercussões internacionais da decisão dos EUA, sugerindo que o Brasil poderá ser forçado a implementar medidas semelhantes. Pivetta mencionou que, por conta das sanções que devem surgir, o país terá que se adaptar a essa nova realidade, o que, segundo ele, é uma consequência da inação frente ao problema.
"Agora nós vamos fazer isso a reboque, porque as sanções que virão certamente virão. E têm que vir mesmo. Quem contemporiza, quem relativiza, quem faz negócio com o crime organizado tem que ser muito prejudicado junto com o crime organizado", concluiu o governador, enfatizando a necessidade de um posicionamento firme contra as facções.
A declaração de Pivetta se insere em um contexto de crescente preocupação com a atuação de grupos criminosos no Brasil e suas ramificações internacionais. A expectativa é de que as sanções dos Estados Unidos possam influenciar a dinâmica do combate ao crime organizado no país, além de fortalecer a colaboração entre nações na luta contra o terrorismo e o tráfico de drogas.