O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) informa que o vazio sanitário da soja teve início nesta segunda-feira (08) e permanecerá em vigor até o dia 07 de setembro. Durante esse intervalo, é imprescindível que não haja plantas vivas nas lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento e outros locais onde possa ocorrer a germinação espontânea.
Essa medida é uma das principais estratégias para combater a sobrevivência do fungo responsável pela ferrugem asiática entre as safras. Os produtores têm a responsabilidade de eliminar as chamadas plantas “tigueras”, “guaxas” ou voluntárias, que são aquelas que germinam após a colheita. O controle efetivo dessas plantas é essencial para evitar que elas funcionem como ponte verde, facilitando a manutenção da doença nas plantações.
Caso a ferrugem asiática seja detectada, o produtor deve agir imediatamente para controlá-la. Além disso, as normas também se aplicam ao transporte de grãos e sementes de soja, que precisam ser acondicionados de modo a evitar derramamentos em rodovias e vias públicas.
Os agricultores devem monitorar suas lavouras constantemente para identificar precocemente a presença do fungo. Alex Rosa, analista técnico de Agricultura da Famato, alerta que durante as fiscalizações poderão ser emitidas notificações se forem encontradas plantas voluntárias em desacordo com as normas.
O não cumprimento das exigências pode resultar em medidas administrativas, como notificações, eliminação de áreas irregulares, aplicação de multas e outras sanções estabelecidas pela legislação estadual de defesa sanitária vegetal. A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma das doenças mais graves que afetam a cultura da soja.
A implementação do vazio sanitário e o cumprimento rigoroso das medidas fitossanitárias são fundamentais para a redução da sobrevivência do fungo, minimizando a pressão da doença nas lavouras e garantindo a sustentabilidade da produção agrícola em Mato Grosso.