O deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do União, manifestou críticas a uma proposta que está sendo discutida na Assembleia Legislativa e que pode permitir que as concessionárias atuais do transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande assumam a operação do BRT. A proposta original, segundo o parlamentar, visava a mobilidade urbana, mas sofreu alterações que possibilitam a prorrogação de concessões já existentes e a inclusão de novas atividades, como a operação do BRT.
Dilmar destacou que as mudanças no texto do projeto foram significativas e comprometeram a proposta inicial do governo. "O que foi feito ali é uma modificação no substitutivo integral, colocando essa possibilidade de prorrogação do que tem já de concessão de linhas, através do sistema hoje de ônibus, e também agregando mais algumas coisas com outras atividades, como fosse o BRT", afirmou o deputado.
Para o parlamentar, a ideia de simplesmente integrar a operação do BRT aos contratos existentes não é viável. Ele argumenta que o BRT é um sistema distinto, com um modelo de integração e concessão diferente. "Isso não tem condições, não tem como fazer isso. Isso aí é por uma nova licitação, é um novo modelo, é integração que vai ter de forma diferente", declarou Dal Bosco.
Ao ser questionado sobre a origem das mudanças no projeto, Dilmar negou que a iniciativa partisse do governo, esclarecendo que as alterações foram discutidas e realizadas por lideranças partidárias dentro da Assembleia Legislativa. "Foi feito aqui dentro da Assembleia Legislativa, lideranças partidárias. Modificou, sim", completou.
As declarações de Dilmar ocorrem em um contexto de discussões acaloradas sobre a melhor maneira de operar o BRT, com a preocupação de que a operação seja realizada sem uma concorrência específica para esse novo modal. O deputado enfatizou que o caminho correto seria a realização de um novo processo licitatório, garantindo maior segurança jurídica e transparência na concessão do serviço.