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Deputado de MT é acusado de receber propina milionária e bens de empresa de saneamento

O deputado Juarez Costa é alvo de delações de ex-executivos da Aegea, que afirmam ter pago R$ 30 milhões e uma BMW em propina durante
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O deputado federal Juarez Costa, do Republicanos-MT, enfrenta sérias acusações relacionadas a um esquema de corrupção envolvendo a Aegea, a maior empresa privada de saneamento básico do Brasil. Ex-executivos da companhia afirmaram que o parlamentar recebeu R$ 30 milhões e uma BMW como propina para facilitar negócios da Aegea durante seu mandato como prefeito de Sinop, que ocorreu entre 2009 e 2016.

As declarações estão contidas em acordos de colaboração premiada firmados por cinco diretores da Aegea com o Ministério Público entre 2020 e 2021. Esses termos foram homologados em 2025 pelo ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça. Os delatores alegam que a empresa teria realizado pagamentos ilegais para garantir vantagens em contratos de saneamento municipal, sendo o caso de Juarez Costa um dos focos das investigações.

Além das acusações direcionadas ao deputado, os relatos dos ex-executivos da Aegea revelam um quadro mais amplo de corrupção, com a confissão de pagamentos de R$ 63 milhões em propinas entre 2010 e 2018, abrangendo 20 municípios em seis estados diferentes. A Aegea, com sua grande atuação no setor de saneamento, atende milhões de brasileiros e é considerada uma gigante do mercado.

A relevância do caso se intensifica não apenas pelo montante das supostas propinas, mas também pela importância da Aegea no setor, que tem se expandido significativamente nos últimos anos, impulsionado por mudanças regulatórias e pela crescente participação do capital privado. Outro aspecto que chama atenção é a presença da Itaúsa, holding controladora do Itaú Unibanco, que investiu bilhões na Aegea durante o mesmo período em que os pagamentos ilícitos eram relatados.

Em 2021, a Itaúsa investiu R$ 1,3 bilhão na empresa e, posteriormente, mais R$ 1,2 bilhão, resultando em uma participação atual de aproximadamente 13% no capital social da Aegea. Juarez Costa, que atualmente ocupa um cargo na Câmara dos Deputados e se posiciona como candidato à reeleição, não se manifestou sobre as acusações até o momento.

A divulgação das delações pode gerar novos desdobramentos tanto na esfera judicial quanto na política, considerando a gravidade das alegações e o potencial impacto sobre a carreira do deputado. A reportagem da RDM Brasil tentou, sem sucesso, obter um posicionamento do parlamentar sobre o assunto, e o espaço permanece aberto para eventuais comentários.

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