A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, se posicionou sobre a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a obra da Avenida Leôncio Lopes de Miranda. Em sua declaração, Flávia enfatizou que a apuração deve abranger também contratos de gestões anteriores, não se limitando apenas à atual administração.
A manifestação da prefeita ocorre em resposta à sugestão do vereador Cleyton Nassarden, conhecido como Sardinha, que propôs a CPI para investigar possíveis irregularidades na pavimentação da avenida, uma das principais artérias do município. Flávia afirmou que não se opõe a investigações, desde que sejam realizadas de maneira justa e abrangente, incluindo as obras realizadas anteriormente.
Flávia Moretti destacou que a obra foi contratada em 2020, durante a gestão da ex-prefeita Lucimar Campos, e que a administração atual tem identificado problemas, como o desgaste precoce do asfalto, que ainda está dentro do prazo de garantia. Ela afirmou: “Nós que apontamos as falhas. Nós que apontamos os erros”.
A administração municipal já notificou a empresa Terraplanagem Centro-Oeste (TCO), responsável pela execução da obra, para que realize os reparos necessários sem custo para os cofres públicos. Em algumas situações, a Prefeitura tem assumido o risco de refazer serviços e buscar ressarcimento judicialmente.
Flávia também expressou preocupação com a possibilidade de a investigação se restringir a uma única obra, considerando isso uma forma de perseguição política. “Perseguição política, eu não aceito mais, não. Se vamos ter justiça, se a Câmara quer fazer justiça, tem que fazer desde lá de trás, para todas as obras”, afirmou.
A Avenida Leôncio Lopes de Miranda tem enfrentado críticas devido ao surgimento de problemas na pavimentação. O contrato da obra, que ultrapassa R$ 13,2 milhões, está sob escrutínio, e a Prefeitura cobra a empresa para corrigir os defeitos identificados.