O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reconheceu que o acúmulo de funções pelo secretário Reginaldo Teixeira não é viável. Ele informou que, ainda neste mês, irá decidir quem ficará à frente da Secretaria Municipal de Educação e da Secretaria Municipal de Obras. Atualmente, Reginaldo exerce a função de secretário de Obras e também responde interinamente pela Educação.
Abilio esclareceu que a permanência de Reginaldo em ambos os cargos foi uma medida temporária, adotada para realizar um balanço interno na Educação. Essa ação se tornou necessária após surgirem suspeitas relacionadas à gestão anterior, que era comandada pelo ex-secretário Amauri Monge. O prefeito mencionou que "é muito serviço para um secretário só" ao ser questionado sobre a separação das funções.
O levantamento interno na Educação, que Reginaldo está finalizando, visa apurar questões econômicas da secretaria, área na qual ele possui expertise. Essa análise se tornou crucial, especialmente diante de questionamentos sobre contratos e aquisições realizadas durante a gestão anterior. Entre os pontos que geraram desconforto estão as suspeitas relacionadas à compra de materiais pedagógicos e livros, que foram alvo de cobranças por parte de vereadores.
Abilio afirmou que não anunciará mudanças nas secretarias até que o balanço completo da Educação seja concluído. Ele destacou que há nomes sendo considerados para assumir as duas pastas, mas assegurou que nenhuma decisão será antecipada antes de terminar o levantamento. "Assim que eu terminar esse balanço, eu acredito que esse mês, a gente toma uma decisão de quem é o secretário de Educação e quem é o secretário de Obras", declarou.
Além disso, o prefeito expressou a intenção de apresentar os dados do balanço aos vereadores antes de tornar a decisão pública. Ele ressaltou que existem vários nomes qualificados para assumir os cargos, mas reiterou que não comentará sobre possíveis candidatos até que tenha o relatório final de Reginaldo. "A gente vai chamar os vereadores, passar também o balanço de como as coisas estão por lá e aí a gente toma uma decisão pública", completou.