O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, manifestou descontentamento após a cerimônia de inauguração da primeira etapa da Ferrovia Estadual, realizada no último sábado (20) em Dom Aquino. Em declarações feitas nesta quarta-feira (23), ele afirmou que a ALMT foi "boicotada" durante o evento, destacando a importância da instituição na criação das condições legais para a implementação do projeto.
Max Russi ressaltou que a Assembleia teve um papel crucial na aprovação da Emenda Constitucional nº 93, de 2020, que possibilitou as concessões ferroviárias no Estado. Ele destacou que a ausência de espaço para que tanto ele quanto o senador Jayme Campos (União) se manifestassem na cerimônia foi um reflexo de uma falta de reconhecimento ao trabalho do Poder Legislativo. "Eu não diria que boicotaram o deputado Max, mas talvez tenham boicotado toda uma instituição", afirmou.
O evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e de outras autoridades, mas, , a organização não condiz com a relevância da obra para Mato Grosso. Ele criticou a falta de espaço dado ao Poder Legislativo para discutir a importância da ferrovia e o esforço que foi feito para sua viabilização.
De acordo com Russi, a inauguração deveria ter refletido a grandiosidade do projeto. "Infelizmente, pensou-se pequeno naquele evento. Era uma inauguração de grandiosidade ímpar, de um terminal importante para o município de Dom Aquino e para todo o Estado de Mato Grosso", declarou.
Caso tivesse tido a oportunidade de discursar, Max Russi afirmou que aproveitaria para exigir que o compromisso de extensão da ferrovia até Cuiabá fosse cumprido. "Eu certamente falaria e aproveitaria a oportunidade para cobrar aquilo que quero ver acontecer: os trilhos chegando a Cuiabá. Existe um compromisso. A ferrovia chegou a Dom Aquino e agora o ramal para Cuiabá precisa sair do papel", concluiu.