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Advogada revela incerteza sobre paternidade de Olga Beatriz em inquérito policial

Durante entrevista, a Advogada Dayane Rodrigues destacou que Claudinei da Silva tinha dúvidas sobre ser o pai de Olga Beatriz, fato que gerou conflitos familiares.
Foto: icon-weather

Na manhã de terça-feira, 16 de junho de 2026, a Advogada Dayane Rodrigues, responsável pela defesa da mãe de Olga Beatriz Santos da Silva, informou que solicitou acesso ao inquérito policial de 2018 na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. O documento investiga uma tentativa de homicídio perpetrada por Claudinei da Silva, de 42 anos, contra a mãe da menina. A análise desse inquérito trouxe à tona uma nova informação que pode esclarecer o histórico de violência no contexto familiar.

Conforme Dayane Rodrigues, o conteúdo do inquérito revela que Claudinei nutria dúvidas sobre sua paternidade em relação a Olga. Esse questionamento seria um dos fatores que contribuíam para as discussões frequentes entre ele e a mãe da criança. “Dentro desse inquérito policial surge uma nova informação. Existiam várias brigas do casal e entre essas brigas o motivo era se o Claudinei era realmente o pai da Olga, então ele tinha essa dúvida”, afirmou a advogada.

A advogada também se reuniu com a mãe de Olga, que corroborou a informação sobre as discussões relacionadas à paternidade. Dayane destacou que Claudinei frequentemente mencionava a aparência da menina, dizendo que ela era “muito branquinha” e, por essa razão, questionava se era realmente seu pai. Essa desconfiança, segundo a advogada, alimentava ciúmes e conflitos entre o casal.

No ano de 2018, Claudinei enfrentou acusações por crimes cometidos contra a mãe de Olga, que na ocasião foi mantida em cárcere privado junto à filha. Ele cumpriu cerca de quatro anos de prisão e, após conseguir progressão de regime, passou a usar tornozeleira eletrônica.

Após a sua liberação, Claudinei tentou reatar o vínculo com Olga. No entanto, a menina, atualmente com 12 anos, foi morta estrangulada em sua residência em Várzea Grande no dia 7 de junho de 2026. As investigações indicam que o crime ocorreu após Claudinei descobrir uma conversa da filha com um menino nas redes sociais.

O caso permanece sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes relacionados à morte de Olga Beatriz.

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