Durante uma sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada na quinta-feira, 28 de maio de 2026, o ex-secretário de Educação de Cuiabá, Amauri Monge, fez um pronunciamento em que refutou as alegações de irregularidades em sua gestão. Monge classificou como "absurdo" o relato de um suposto contrato de R$ 80 milhões, afirmando que essa informação não procede. Ele destacou que a Prefeitura não firmou tal contrato.
O ex-secretário também contestou a afirmação do prefeito Abilio Brunini (PL), que mencionou a aquisição de livros ao custo de R$ 800. Monge esclareceu que, durante seu período à frente da Secretaria Municipal de Educação, foram compradas "soluções pedagógicas" que englobam materiais didáticos para alunos e professores, além de plataformas de apoio e formação continuada.
As declarações de Brunini, feitas na quarta-feira, 27, incluíam indícios de irregularidades em contratos da Secretaria Municipal de Educação, referentes ao período de 2025 a 2026, quando Monge ocupava o cargo. O prefeito, que deixou claro que a investigação ainda está em curso, sublinhou que não é possível atribuir a responsabilidade unicamente ao ex-secretário, afirmando que a apuração buscará identificar quem tomou as decisões relacionadas aos contratos.
"Não tem como só o secretário sozinho tomar uma decisão. A gente vai apurar quem foi que fez as decisões, quem foi que tomou as decisões e, identificando as irregularidades, vamos buscar a devida correção para que isso não volte a acontecer nunca mais", declarou Brunini durante sua fala.
Monge, por sua vez, expressou orgulho de sua atuação à frente da pasta e negou a prática de excessos nas compras realizadas. Ele enfatizou que a cidade não deve ser alvo de ilações sem fundamento, reiterando seu compromisso com a educação em Cuiabá. "Gostaria de ter ajudado mais, mas não posso aceitar que a nossa cidade seja vítima de ilações desse tipo, que não fazem o menor sentido", comentou.
O ex-secretário também defendeu a qualidade dos materiais adquiridos, ressaltando que se tratam de editoras de renome. Ele finalizou afirmando que falar sobre compras em excesso é igualmente um absurdo.