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Auditorias nas Compras de Livros da Prefeitura de Rondonópolis e do Governo de MT são

O presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, anunciou auditorias sobre as compras de livros e materiais didáticos da Prefeitura de Rondonópolis e da Secretaria de Estado
Foto: icon-weather

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, anunciou a abertura de auditorias sobre aquisições de livros e materiais didáticos realizadas pela Prefeitura de Rondonópolis e pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). As fiscalizações, divulgadas na quarta-feira, 3 de junho de 2026, visam aprofundar as investigações que já estão sendo realizadas em Cuiabá, onde irregularidades na compra de R$ 80 milhões em materiais didáticos pela Secretaria Municipal de Educação estão sendo apuradas.

Sérgio Ricardo destacou que a auditoria Em Rondonópolis seguirá o mesmo padrão do trabalho iniciado na capital. "Vamos verificar se esse padrão se repete em outras cidades", afirmou o presidente, enfatizando a necessidade de um levantamento abrangente sobre a utilização de recursos públicos. Na opinião dele, se há indícios de problemas em Cuiabá, é possível que situações semelhantes ocorram no interior do estado.

O foco das auditorias será a análise de critérios como qualidade, custo e volume dos materiais adquiridos, além de verificar se as compras atendem às demandas reais da rede de ensino e se o conteúdo adquirido está alinhado com as disciplinas oferecidas nas escolas. Este detalhamento é considerado essencial para garantir a efetividade das aquisições realizadas.

A responsabilidade pela apuração das compras do Governo do Estado ficará a cargo do relator das contas da Secretaria de Estado de Educação, conselheiro Alisson Alencar. Enquanto isso, Em Rondonópolis, a auditoria será conduzida pelo conselheiro-relator José Carlos Novelli, que já está à frente de uma investigação especial sobre a negociação de imóveis pela prefeitura nos últimos quatro anos.

A determinação para a auditoria Em Rondonópolis foi feita na semana anterior, após José Carlos Novelli ter suspendido processos de venda de imóveis da prefeitura, onde foram identificados indícios de direcionamento e favorecimento em leilões de 24 áreas públicas. Uma dessas áreas foi avaliada em mais de R$ 100 milhões, o que gerou ainda mais preocupação sobre a correta utilização dos recursos públicos na região.

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