A disputa pelo controle da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá para o próximo biênio está se transformando em uma crise significativa. A atual vice-presidente da Casa, Maysa Leão (Republicanos), manifestou-se de maneira firme contra qualquer modificação no Regimento Interno que possibilite a reeleição da atual presidente, Paula Calil (PL).
As normas vigentes do Legislativo cuiabano proíbem explicitamente a recondução do presidente em exercício dentro da mesma legislatura. Maysa Leão criticou a intenção de Paula Calil, que, segundo ela, surgiu de forma tardia e desestabilizou acordos anteriormente estabelecidos entre os parlamentares.
A vereadora também direcionou suas críticas ao prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), identificado como o principal responsável pela articulação da manobra jurídica nos bastidores. "Não vou apoiar qualquer alteração no Regimento Interno para garantir a reeleição", afirmou Maysa. Ela ressaltou que a candidatura de Paula Calil provocou um clima de tensão na Câmara, complicando as negociações que estavam sendo realizadas.
Para que a mudança no Regimento seja aprovada e permita a candidatura de Paula Calil, é necessário obter o apoio de dois terços dos vereadores, o que corresponde a 18 votos. Contudo, esse objetivo parece cada vez mais distante devido à resistência de um bloco de vereadoras.
O posicionamento de Maysa Leão indica uma tendência de isolamento de Paula Calil, mesmo dentro do bloco feminino da Câmara. Das oito vereadoras presentes na atual legislatura, seis já se manifestaram publicamente contra a alteração das regras.
Além de Maysa Leão, as parlamentares Baixinha Giraldelli (Solidariedade), Dra. Mara (Podemos), Katiuscia Manteli (Podemos), Maria Avalone (PSDB) e Michelly Alencar (União) também rejeitam a manobra. Do lado da atual presidente, o único apoio feminino explícito vem da vereadora Samantha Iris (PL), que ocupa o cargo de primeira-dama do município.