Na manhã de quarta-feira, 10 de junho de 2026, o delegado Nilson Farias contestou a versão apresentada sobre o homicídio de Átila Yuri dos Santos, de 21 anos, morto com um tiro na cabeça pelo policial penal Emerson Geremias, em Cuiabá, na região do Coxipó do Ouro. O crime ocorreu quando Emerson chegou à casa da mãe da vítima, onde os dois se encontraram após um histórico de desentendimentos.
O delegado relatou que, ao chegar, Emerson se deparou com Átila saindo da residência, e foi nesse momento que a situação se agravou. Nilson informou que a mãe da vítima, ciente do potencial conflito, tentou evitar o encontro entre os dois, mas não teve sucesso. “A mãe ainda tentou pegar o capacete para que os dois não se encontrassem”, destacou o delegado.
Durante a discussão, conforme a análise preliminar, Átila estava armado com uma faca. O policial penal disparou duas vezes, sendo que um dos tiros atingiu o rosto da vítima. O delegado ressaltou que a distância do disparo é um ponto crucial na investigação, uma vez que há indícios de chamuscamento na pele da vítima, indicando que o tiro foi feito a uma curta distância.
Nilson Farias também observou que a faca não foi encontrada próxima ao corpo de Átila, o que levanta questionamentos sobre a dinâmica do crime. “No local do crime, a faca não estava próxima ao corpo, então tudo isso está sendo analisado”, afirmou o delegado, que ainda mencionou a ausência de sinais de luta corporal na cena.
O histórico familiar do envolvido também foi abordado por Nilson, que mencionou um desentendimento ocorrido na noite anterior ao crime. Segundo informações, Átila teve uma briga com a mãe e danificou a motocicleta dela, o que pode ter contribuído para a tensão entre eles. A mãe relatou que o filho tinha problemas com alcoolismo e que já havia uma situação de conflito familiar.
Após o ocorrido, Emerson Geremias foi detido e levado à delegacia, onde a arma utilizada no crime foi apreendida. O delegado informou que será lavrado o auto de prisão em flagrante e que o caso será encaminhado ao Judiciário, que irá decidir sobre a necessidade de prisão preventiva.