A disputa pela Câmara Federal em Mato Grosso se intensifica com a presença dos deputados federais Assis e Fernanda, ambos do PL, que buscam a reeleição. Juntamente com eles, o pecuarista Thiago Boava, viúvo da ex-deputada Amália Barros, se junta à chapa, elevando a expectativa em relação aos resultados nas urnas. Entre os nove candidatos da chapa, três se destacam na briga por uma vaga, sendo que o quociente eleitoral está estimado em 230 mil votos. Assis e Fernanda são esperados para superar a marca de 70 mil votos, tendo alcançado 47.479 e 60.304, respectivamente, nas eleições de 2022.
Boava, que é aliado do ex-presidente Bolsonaro, é considerado um candidato imprevisível, podendo ter uma votação expressiva ou resultar em uma frustração nas urnas. Os demais candidatos da chapa, conforme a cúpula do PL, são vistos como figuras que ajudarão na soma de votos para a legenda, sem a expectativa de uma vitória individual.
No contexto político, o Governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, está em busca da reeleição e tenta unir forças com seus principais adversários, senadores Wellington e Jayme. Pivetta espera convencê-los a não concorrer, o que poderia facilitar sua jornada rumo à reeleição, com a adição do PL e a restauração da unidade do União Progressista. Ele também planeja oferecer a vice na chapa à pré-candidata ao Senado, Janaina Riva, que está em campanha.
A ausência de senadores adversários poderia facilitar a reeleição de Pivetta já no primeiro turno, uma vez que ele busca uma composição política que traga estabilidade à sua candidatura. Em um movimento estratégico, Janaina Riva, que já esteve em conversa com o ex-presidente da Aprosoja-MT, Fernando Cadoré, agora volta sua atenção ao produtor rural e advogado Antônio Frange Júnior, de Rondonópolis, buscando um nome para a primeira suplência ao Senado.
Frange, que é suplente de deputado estadual Leandro Damiani, decidiu mudar seu foco e concorrer a deputado federal pelo MDB, deixando de lado a candidatura à Assembleia Legislativa. Damiani, uma figura carismática e popular em Sorriso, reconhece que a tarefa será desafiadora, mas acredita que o MDB pode conquistar uma das oito vagas disponíveis na Câmara, considerando a chamada sobra de votos, com um quociente estimado em 210 mil votos.
A disputa para a Assembleia Legislativa também será acirrada, com nomes fortes concorrendo, como Ari Lafin (Republicanos), Mauro Savi (Podemos) e Xuxu Dal Molin (PL) de Sorriso. Além de Damiani, o MDB apresenta outras pré-candidaturas para a Câmara Federal, incluindo a ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, o ex-prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, o ex-deputado estadual Wagner Ramos, o corretor de imóveis Claudecir Contreira e a delegada de polícia Jannira Laranjeira.