Na quarta-feira, 03 de junho de 2026, às 13h07, o deputado estadual Júlio Campos, do União Brasil, intensificou a disputa interna em sua legenda ao afirmar que o ex-governador Mauro Mendes enfrentará sérias consequências se tentar barrar a candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso. Júlio declarou que, caso isso ocorra, Mauro poderá até ver sua própria candidatura ao Senado inviabilizada durante a convenção partidária.
O deputado ressaltou que o grupo político aliado a Jayme Campos detém a maioria entre os convencionais do União Brasil, o que, segundo ele, garantiria a força necessária para derrotar Mauro em uma possível votação interna. De acordo com Júlio, dos 52 membros convencionais da legenda, 35 estariam a favor do projeto de candidatura própria ao Palácio Paiaguás.
“Feita a convenção do União Brasil, da qual o nosso grupo político que deseja candidatura própria a governador tem 35 dos 52 convencionais apoiando. Mas, para evitar isso, como não há pretendente, a convenção poderia ser até por aclamação. Se tiver dois pré-candidatos a governador, aí tem que ter votação. Se tiver só um, não tem por quê. Como só tem um pré-candidato a senador, também não tem”, afirmou o deputado.
Júlio deixou claro que a viabilidade da candidatura de Mauro Mendes ao Senado está diretamente ligada ao apoio do grupo de Jayme Campos. “Então, para o Mauro Mendes ser candidato a senador, ele tem que ter os nossos votos, os 35 que querem a candidatura própria”, disse. Além disso, destacou que a resistência à candidatura de Jayme poderá resultar em dificuldades para Mauro dentro do próprio partido.
“Se ele insistir em prejudicar a candidatura do Jayme Campos, ele não vai ser o candidato a senador do União Brasil. Nós vamos derrotá-lo na convenção. Vai ter outro candidato dentro do União Brasil e ele vai ficar fora da convenção. Ele tem que ganhar a convenção No União Brasil”, declarou Júlio, enfatizando a necessidade de um alinhamento entre os membros da legenda.
Em sua fala, Júlio Campos foi ainda mais contundente ao afirmar que Mauro Mendes não possui a maioria no diretório do partido. “No União Brasil, ele vai ter pau na nuca dele. Ele não tem maioria do diretório”, disparou, evidenciando a disputa acirrada entre os grupos políticos dentro da sigla.