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Especialistas alertam para aumento de dengue devido ao El Niño no Brasil

O fenômeno El Niño eleva o risco de dengue no Brasil, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, com especialistas destacando a importância da prevenção e
Foto: icon-weather

O fenômeno climático conhecido como El Niño está gerando preocupações entre especialistas e autoridades de saúde no Brasil, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde o risco de dengue se intensifica. Este fenômeno provoca aumento das temperaturas e das chuvas, criando um ambiente propício para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

A infectologista Tassiana Galvão, que atua na Santa Casa de São Roque, unidade gerida pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Prefeitura de São Roque, destaca que o aumento dos casos de dengue está diretamente relacionado às mudanças climáticas. Ela explica que o excesso de chuvas favorece a formação de focos de reprodução do mosquito, enquanto as temperaturas elevadas aceleram o seu desenvolvimento, resultando em uma maior circulação do vírus e, consequentemente, um aumento no número de casos.

A médica ressalta que existem quatro sorotipos do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), e embora os sintomas iniciais sejam similares, a gravidade pode variar, especialmente em indivíduos que já foram infectados por um sorotipo diferente. Esse cenário aumenta o risco de complicações, como sangramentos e dor abdominal persistente.

Distinguir a dengue de outras viroses, como a gripe ou a Covid-19, pode ser um desafio, pois os sintomas, como febre alta e dores intensas, são comuns. No entanto, infecções respiratórias costumam apresentar sintomas adicionais, como tosse e coriza. Para um diagnóstico eficaz, a recomendação é que as pessoas busquem avaliação médica, pois a detecção precoce pode influenciar a evolução do quadro clínico.

Sintomas que requerem atenção imediata incluem dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sinais de sangramento. Tais manifestações indicam a necessidade de uma avaliação médica rápida, especialmente em grupos de risco, como idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. A médica alerta também sobre os riscos da automedicação, recomendando que anti-inflamatórios e ácido acetilsalicílico sejam evitados, pois podem aumentar a probabilidade de sangramentos.

A hidratação é outro ponto importante no tratamento da dengue, contribuindo para a recuperação e minimizando complicações. Mesmo após a melhora dos sintomas, o acompanhamento médico continua sendo essencial, já que casos que parecem leves podem evoluir de forma inesperada. O avanço nos testes rápidos tem facilitado o diagnóstico nos primeiros dias da infecção, permitindo intervenções mais precoces e eficazes.

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