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Ex-Secretário de Educação refuta acusações de irregularidades na gestão

Amauri Monge, ex-secretário municipal de Educação de Cuiabá, negou as alegações do prefeito Abilio Brunini sobre um possível rombo de R$ 80 milhões. Ele afirmou
Foto: icon-weather

O ex-secretário municipal de Educação de Cuiabá, Amauri Monge, se manifestou sobre as acusações feitas pelo prefeito Abilio Brunini (PL) a respeito de supostas irregularidades que poderiam causar um prejuízo de até R$ 80 milhões aos cofres públicos. Durante uma visita à Câmara Municipal, na quinta-feira, 28 de maio de 2026, Amauri enfatizou que todos os processos de aquisição realizados pela prefeitura passam por uma série de etapas de fiscalização rigorosa.

Amauri ressaltou a importância do fluxo processual que envolve a Secretaria de Aquisições e a Procuradoria do Município, negando a possibilidade de um desvio de tal magnitude. Ele classificou as alegações como “absurdas” e afirmou que não há registro de nenhum processo no valor mencionado dentro da Secretaria de Educação. "Isso é um absurdo ser falado e não existe a menor possibilidade de ter acontecido", declarou.

Além disso, o ex-secretário contestou as informações sobre a compra de livros a um custo de R$ 800 por unidade, esclarecendo que a Secretaria nunca adquiriu apenas livros, mas sim sistemas completos de ensino. "Nós nunca compramos livros. Todas as soluções pedagógicas adquiridas eram compostas por material didático para alunos e professores, formação continuada e plataformas educacionais de apoio", explicou.

Amauri também fez uma comparação com o que é praticado pelo Governo de Mato Grosso, afirmando que, caso o material fosse aprovado, o custo ficaria em torno de R$ 470 por aluno ao ano, valor próximo ao já utilizado pelo estado. "É mais uma inverdade falar que estávamos pensando em comprar livro por R$ 800", concluiu.

As declarações de Amauri surgem em resposta às afirmações de Abilio Brunini, que alegou ter identificado irregularidades em contratos da Educação entre 2025 e 2026, principalmente na compra de materiais didáticos. O prefeito indicou que o prejuízo estimado poderia ultrapassar R$ 80 milhões, caso as suspeitas se confirmassem.

Essas controvérsias levaram à solicitação de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal, com o objetivo de investigar contratos, reformas e aquisições realizadas pela Secretaria Municipal de Educação.

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