Na última atualização do Boletim Focus, divulgada nesta segunda-feira (22), a previsão do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o principal indicador de inflação do Brasil, foi revisada de 5,3% para 5,33% para o ano de 2026. Este ajuste representa a décima quinta elevação consecutiva nas estimativas, mesmo após um recente acordo para o término da guerra no Oriente Médio, que influenciou os preços dos combustíveis e dos alimentos, pressionando a inflação.
A meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, o que significa que os limites superior e inferior são, respectivamente, 4,5% e 1,5%. Recentemente, a inflação oficial, medida pelo IPCA, teve um fechamento em maio de 0,58%, com um acumulado em 12 meses de 4,72%, já ultrapassando o teto da meta.
Para os anos seguintes, as projeções para a inflação também apresentaram alta. Para 2027, a expectativa subiu de 4,1% para 4,15%, enquanto que para 2028 e 2029, as estimativas foram fixadas em 3,7% e 3,5%, respectivamente.
Com relação à Taxa Selic, o Banco Central atualmente a mantém em 14,25% ao ano, uma decisão tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Na reunião mais recente, o colegiado decidiu, por unanimidade, cortar a Selic em 0,25 ponto percentual pela terceira vez consecutiva. Essa redução busca facilitar o acesso ao crédito e estimular a economia, mesmo diante das incertezas relacionadas à guerra no Oriente Médio.
Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic atingiu 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas. A expectativa é que, com a redução da taxa, o crédito se torne mais acessível, incentivando o consumo e a produção, o que pode contribuir para o controle da inflação.
No que diz respeito ao Produto Interno Bruto (PIB), a projeção de crescimento para 2026 subiu de 1,96% para 1,98%. Para 2027, a expectativa permanece em 1,7%, enquanto para 2028 e 2029, o mercado prevê um crescimento de 2% em ambos os anos. O primeiro trimestre de 2026 registrou um crescimento de 1,1% em comparação ao último trimestre do ano anterior, com uma expansão acumulada de 2% em 12 meses, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).