O advogado Tallis Lara, que representa a família de Valdivino Almeida Fidelis, de 58 anos, protocolou um pedido na Justiça de Mato Grosso para obter acesso e acompanhar o inquérito conduzido pela Polícia Judiciária Civil. A investigação apura as circunstâncias da morte do servidor, que ocorreu na noite de segunda-feira, 11 de maio, na residência em que morava, localizada no bairro Goiabeiras. Valdivino foi acusado de manter a ex-enteada em situação de refém após o término de seu relacionamento.
A defesa contesta várias informações divulgadas sobre o caso, especialmente aquelas que mencionam episódios de violência doméstica, que supostamente teriam ocorrido ao longo dos 27 anos de relacionamento de Valdivino com a ex-companheira. O advogado destaca que não existem registros de boletins de ocorrência ou medidas protetivas que comprovem tais alegações.
Além disso, a versão que afirma que Valdivino teria atraído a enteada até sua casa na noite do incidente também é questionada. "A família e os amigos receberam essa informação com muita estranheza. São quase três décadas de relacionamento sem qualquer episódio relatado de violência", afirma Tallis Lara.
O advogado enfatiza que as questões levantadas são de natureza técnica e requerem cuidado devido à sensibilidade do caso. Ele acredita que, ao solicitar acesso ao inquérito, será possível esclarecer todos os fatos de forma adequada. "Se houve equívoco, erro ou alguma responsabilidade penal, que ela seja atribuída aos responsáveis", conclui o advogado.
Este caso gerou grande repercussão na comunidade local, e a defesa busca garantir que a verdade seja apurada, evitando que informações distorcidas prejudiquem a memória de Valdivino Almeida Fidelis e a reputação de sua família.