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Flávia Moretti afirma que ex-gestores do DAE devem responder ao MP sobre irregularidades

A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, se mostra confiante em relação à investigação do Ministério Público sobre o DAE, atribuindo responsabilidades a antigos gestores
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A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, manifestou sua confiança em relação à investigação instaurada para apurar potenciais irregularidades no Departamento de Água e Esgoto (DAE) do município. Em declarações recentes, Flávia afirmou que ex-gestores da autarquia terão que responder pelos fatos que estão sendo investigados.

Ao comentar sobre o inquérito que foi autorizado pela Justiça, a pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a prefeita demonstrou firmeza e declarou que não tem receios em relação às apurações. "Que investiguem. Eu não tenho medo disso", afirmou Flávia, ressaltando sua tranquilidade diante do processo.

A prefeita destacou que o DAE não estava sob sua gestão direta no início de sua administração, transferindo a responsabilidade ao ex-vice-prefeito Tião da Zaeli. De acordo com Flávia, seu acompanhamento da autarquia tornou-se mais próximo apenas após a mudança na presidência do departamento, com a nomeação de Rogério de França Martins. "Quem responde pelo DAE é o presidente da autarquia. Passei a acompanhar de perto depois da mudança na direção", disse.

Flávia também enfatizou que eventuais problemas identificados em gestões anteriores devem ser esclarecidos por aqueles que estavam à frente da autarquia, incluindo ex-dirigentes e servidores. "Quem estava lá atrás é que terá que explicar qualquer irregularidade", declarou.

A investigação foi desencadeada após uma auditoria realizada em agosto de 2025, que indicou inconsistências nos sistemas internos do DAE. O Ministério Público apontou divergências nos registros de faturamento e movimentações consideradas atípicas, envolvendo cortes e religações de água.

Entre as suspeitas levantadas, destaca-se a possibilidade de "religações fantasmas", que teriam sido utilizadas para gerar pagamentos indevidos de produtividade a servidores do DAE, o que poderia resultar em prejuízos aos cofres públicos. O caso permanece sob investigação pelo Ministério Público e pela Polícia Civil.

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