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Governo de Mato Grosso adia novamente processo que pode resultar na expulsão de PM acusado

O Governo de Mato Grosso suspendeu pela terceira vez o processo administrativo contra o 1º tenente da Polícia Militar Rennan Albuquerque, que é acusado de
Foto: icon-weather

O Governo de Mato Grosso anunciou a suspensão pela terceira vez do prazo para a conclusão do Conselho de Justificação que investiga o 1º tenente da Polícia Militar Rennan Albuquerque de Melo. O oficial é acusado de tentar assassinar um motorista de aplicativo durante uma discussão de trânsito em Cuiabá. O novo adiamento foi formalizado por meio do Ato nº 1.126/2026, que interrompeu a contagem do prazo entre 1º e 30 de abril de 2026.

A decisão foi assinada pelo governador Otaviano Pivetta, pelo secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, e pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco. O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado na terça-feira, 02 de maio de 2026. Essa nova suspensão se soma a outras duas ocorrências anteriores, que já haviam prolongado o processo de apuração interna.

Rennan Albuquerque se encontra preso preventivamente desde dezembro de 2025, após ser acusado de disparar contra um motorista de aplicativo nas imediações do Shopping Goiabeiras, em Cuiabá. De acordo com as investigações, a vítima levou tiros na cabeça e na coxa durante a briga de trânsito.

Além da acusação de tentativa de homicídio, a Polícia Civil investiga ainda um segundo incidente envolvendo o militar. Em janeiro de 2025, ele teria agredido um adolescente de 15 anos em um condomínio na capital. O policial acusou o jovem de riscar seu veículo e, durante a abordagem, teria enforcado o adolescente.

Após o ataque ao motorista de aplicativo, Rennan Albuquerque supostamente tentou encobrir o crime comunicando falsamente o furto do Volkswagen Jetta utilizado na ação. Sua esposa, Karoline Pereira Miranda, registrou o boletim de ocorrência sobre o furto e também se tornou ré no processo. Mesmo com as graves acusações, o processo administrativo envolvendo o oficial continua sem resolução.

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