A Justiça de Mato Grosso tornou Jackson Pinto da Silva réu por feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime contra sua esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos. A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, da 27ª Promotoria de Justiça Criminal, e tramita na 14ª Vara Criminal de Cuiabá. O crime ocorreu no início de maio de 2026 e foi caracterizado por um contexto de violência doméstica e interesses patrimoniais.
As investigações indicam que o crime foi motivado por questões financeiras, com Jackson adotando medidas para controlar bens da vítima, além de realizar movimentações bancárias em seu benefício. Após cometer o feminicídio, ele transportou o corpo da esposa para outro imóvel, onde, com a ajuda de maquinário contratado sob o pretexto de construção, enterrou o cadáver, configurando assim o crime de ocultação de cadáver.
Além da ocultação, a acusação aponta que Jackson tentou dificultar a investigação ao retirar equipamentos que armazenavam imagens da residência e simular o desaparecimento de Nilza. Ele utilizou o celular da vítima para enviar mensagens a familiares, simulando um sequestro e demandando um pagamento de resgate, e ainda compareceu à Delegacia de Estelionatos para registrar uma ocorrência falsa. Contudo, a versão apresentada foi desmentida por evidências coletadas durante as investigações, o que permitiu a descoberta da dinâmica dos crimes e a localização do corpo.
Durante o registro da ocorrência falsa, a equipe policial levantou suspeitas e fez questionamentos que culminaram na confissão de Jackson sobre o crime. Ele foi detido no local do crime e levado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi interrogado. Em uma declaração, ao sair da Delegacia de Estelionatos, Jackson afirmou que “perdeu a cabeça” e expressou arrependimento.
Investigações adicionais revelaram que o acusado contratou uma empresa de fossa séptica para cavar um buraco de 1,5 a 2 metros de profundidade no quintal da residência localizada no bairro Parque Cuiabá, onde enterrou o corpo de sua esposa. O caso segue em tramitação no Judiciário, aguardando os desdobramentos no Tribunal do Júri, onde Jackson será julgado pelos crimes de que é acusado.