Na sexta-feira, 29 de maio de 2026, às 15h13, especialistas do Hospital Santa Rosa abordaram a relevância do diagnóstico precoce de doenças inflamatórias intestinais, como a Doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Pacientes que enfrentam diarreia recorrente, dores abdominais e presença de sangue nas fezes devem estar atentos a essas manifestações, que podem indicar a necessidade de investigação médica. A campanha Maio Roxo enfatiza a importância desse diagnóstico, ressaltando que a prevalência dessas doenças no Brasil é estimada em cerca de 100 casos a cada 100 mil habitantes, conforme dados da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP).
Um dos principais desafios enfrentados no Pronto Atendimento é a diferenciação entre quadros inflamatórios, infecções intestinais e a síndrome do intestino irritável, uma vez que os sintomas podem ser similares. O doutor Pedro Luiz, médico do Pronto Atendimento do Hospital Santa Rosa, explica que muitos pacientes relatam episódios frequentes de diarreia e dor abdominal, que às vezes melhoram temporariamente com medicamentos, mas retornam. “A recorrência dos sintomas deve ser vista como um sinal de alerta”, destaca.
O médico também observa que a automedicação pode piorar a situação e atrasar o diagnóstico correto. “Pacientes frequentemente utilizam anti-inflamatórios para aliviar a dor, sem saber que esses medicamentos podem ser prejudiciais em casos de doenças inflamatórias intestinais”, alerta. A coloproctologista Fernanda Barros complementa que sintomas como sangue nas fezes, dor abdominal constante, perda de peso sem explicação e fadiga persistente devem ser investigados com urgência.
“É fundamental não ignorar sinais recorrentes do intestino, que indicam que algo não está certo. Buscar avaliação especializada rapidamente é crucial”, conclui a doutora Fernanda Barros.
O Hospital Santa Rosa oferece uma estrutura especializada para a investigação e tratamento dessas condições, incluindo exames como colonoscopia, endoscopia, enterotomografia e enterorressonância. Esses procedimentos são essenciais para distinguir quadros inflamatórios de outras doenças gastrointestinais e definir a melhor abordagem clínica para cada paciente.
Em casos que exigem intervenção cirúrgica, a unidade conta com tecnologia de cirurgia robótica, que permite realizar procedimentos minimamente invasivos. Essa tecnologia proporciona uma visão em 3D, maior precisão nos movimentos, menos trauma aos tecidos e uma recuperação mais rápida. Estudos indicam que a cirurgia robótica também diminui o risco de complicações, o tempo de internação e a dor no pós-operatório.