O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) anunciou que o vazio sanitário da soja para a safra 2025/26 já está em vigor. A medida, que proíbe qualquer estágio vegetativo da soja, começou no dia 8 de junho e se estenderá até 6 de setembro. Essa ação faz parte da Instrução Normativa Conjunta nº 001/2026, que foi estabelecida entre o Indea e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Durante os 90 dias em que o vazio sanitário estará em vigor, o Indea realizará fiscalização nas propriedades rurais para garantir que a proibição do plantio de soja esteja sendo respeitada. Essa medida fitossanitária foi implementada pela primeira vez em 2006, após sugestões de produtores e pesquisadores que identificaram a necessidade de controlar a ferrugem asiática, uma das principais doenças que afetam a soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, além de outras pragas e enfermidades.
O fungo responsável pela ferrugem asiática necessita de plantas vivas de soja para se desenvolver. Ao eliminar as plantas durante a entressafra, o ciclo do fungo é interrompido, o que ajuda a retardar o surgimento da doença na safra seguinte. A ferrugem asiática é uma praga de grande importância econômica para o Estado, pois causa desfolha precoce das plantas, o que compromete a formação dos grãos e reduz a produtividade.
Os produtores que não cumprirem a norma estarão sujeitos a penalidades. A multa aplicável é de 30 Unidades de Padrão Fiscal (UPFs), que atualmente soma R$ 7.855,20, além de 2 UPFs por hectare da área destinada ao plantio.
Dados do Indea revelam que a cultura da soja continua em crescimento no Estado. Na safra 2024/2025, foram cadastradas 16.324 unidades de produção (UPs), abrangendo uma área total de 11.353.852 hectares. Para a safra 2025/2026, o número de UPs cadastradas aumentou para 16.610, com uma área total de 11.706.361 hectares, resultando em um incremento de 352.509 hectares dedicados à soja.