Na manhã de quinta-feira, 18 de junho de 2026, o deputado estadual Júlio Campos, do União, visitou o galpão da Secretaria Municipal de Educação em Várzea Grande que foi consumido por um incêndio. Durante a vistoria, ele enfatizou a importância de aguardar os laudos técnicos antes de especular sobre as causas do incidente, que destruiu materiais como uniformes, livros e aparelhos de ar-condicionado.
Júlio Campos contestou declarações de vereadores, como Wender Madureira, do Republicanos, e Feitoza, do PSB, que sugeriram que o incêndio poderia ter sido uma ação deliberada para eliminar materiais durante uma fiscalização. O deputado afirmou que não observa, neste momento, evidências que possam indicar uma motivação política ou criminosa para o ocorrido. "Qualquer discussão antes do relatório da Politec, das autoridades de segurança pública e da Polícia Civil é mera discussão. Temos que aguardar pacientemente, porque há técnicos especializados para saber como foi o incêndio", disse.
O parlamentar classificou a situação como grave, mas reiterou que ainda não é o momento para fazer acusações. "Muito grave. Não é o momento ainda. Qualquer acusação não é o momento", afirmou, destacando que a destruição do galpão da Educação e um incêndio anterior no galpão da Secretaria Municipal de Saúde poderiam ser coincidências.
"Eu não acredito nisso. Acho que é mera coincidência. Várzea Grande nunca teve esse espírito de alguém incendiar algo ou ocasionar uma tragédia dessa. Temos uma briga política, mas é uma briga democrática", declarou Júlio Campos.
Com mais de 54 anos de experiência na política de Várzea Grande, ele comentou que nunca presenciou situação semelhante motivada por disputas políticas. "Já estou na política de Várzea Grande há 54 anos. Tenho quase 80 anos de idade e nunca teve isso na nossa cidade. Só podemos falar a verdade após a Politec e a Polícia Civil apresentarem o relatório final", completou.
Ao lamentar os danos causados ao município, o deputado informou que o incêndio resultou em perdas significativas para a rede pública. "É um incêndio que causou prejuízo de milhões de reais aos cofres municipais. Nós perdemos um patrimônio muito grande, muitos livros, equipamentos e materiais de todos os sentidos", finalizou.