A decisão rejeitou o pedido de retirada das provas e afastou a alegação da defesa de ausência de preservação integral das imagens de monitoramento da Delegacia. O Ministério Público também SE manifestou contra a preliminar de nulidade absoluta.
O processo segue para a fase de instrução, em que ocorrem as audiências. O advogado da vítima, Walter Rapuano, publicou uma nota afirmando que a denúncia não SE fundamenta em vídeos internos da Delegacia, mas em provas periciais baseadas nos depoimentos de outras duas detentas.
A denúncia afirma que o investigador retirou a vítima da cela nos dias 9 e 10 de dezembro durante o período da noite e madrugada. Segundo a mulher, os estupros ocorreram pelo menos quatro vezes em um intervalo de aproximadamente 12 horas.
O investigador permanece na Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães. O material genético do investigador foi encontrado na vítima, comprovando o abuso e ele foi indiciado pela Polícia Civil.
A nota do advogado Rapuano também afirma que está representando outras duas mulheres que relataram ter sofrido abuso sexual pelo mesmo investigador. Uma delas denunciou ter sido abusada em outubro de 2025 sob o mesmo modus operandis do caso que já tramita na Justiça.