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Lobista é acusado de extorquir empresário com ameaça de prisão em esquema judicial

O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves foi denunciado pela PGR por supostamente extorquir R$ 5 milhões de Nelson José Vigolo, pressionando-o com uma ameaça de
Foto: icon-weather

O lobista mato-grossense Andreson de Oliveira Gonçalves é alvo de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que aponta que ele teria utilizado a ameaça de prisão preventiva de Nelson José Vigolo para extorquir valores significativos. O caso, que está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), está inserido em um contexto de investigações sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais e vazamento de informações sigilosas no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Entre março e abril de 2020, Andreson teria solicitado e recebido quantias de Nelson Vigolo, alegando que poderia influenciar decisões relacionadas ao Pedido de Busca e Apreensão Criminal nº 10/DF, que é parte da Operação Faroeste e está sob a relatoria do ministro Og Fernandes, do STJ. Este procedimento investigava a comercialização de decisões judiciais no Tribunal de Justiça da Bahia.

Em 24 de março de 2020, a 5ª fase da Operação Faroeste foi deflagrada, resultando em medidas cautelares contra diversos investigados, incluindo Júlio César Cavalcanti Ferreira, a desembargadora Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo, seu filho Vasco Rusciolelli Azevedo, e o advogado Vanderlei Chilante, além de Nelson José Vigolo, que representa a Bom Jesus Agropecuária.

De acordo com a denúncia, Andreson afirmava ter acesso a integrantes do gabinete do ministro relator e dizia que poderia evitar a decretação da prisão preventiva de Vigolo. Essa alegação de influência era utilizada para conferir credibilidade a uma minuta de contrato encontrada em uma apreensão na sede da empresa, que previa a prestação de serviços advocatícios ao valor de R$ 3 milhões ao escritório Ribeiro & Martins Advogados Associados, vinculado à advogada Mirian Gonçalves, esposa de Andreson.

A PGR argumenta que Andreson explorou a percepção de influência sobre o processo judicial para obter vantagens indevidas. A denúncia destaca que não se tratava da venda direta de decisões judiciais, mas sim da exploração de prestígio, fundamentada na promessa de influência junto a agentes públicos.

Esse episódio é parte de um conjunto mais amplo de acusações que envolvem Andreson, Roberto Zampieri, servidores do STJ e outros investigados, com a PGR afirmando que o grupo atuava de forma estruturada, dividindo responsabilidades em núcleos para captar interessados, acessar informações internas de tribunais e movimentar valores através de empresas e operações financeiras fracionadas.

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