Na terça-feira, 19 de maio de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou que a diminuição da jornada de trabalho será implementada de maneira colaborativa, levando em consideração as especificidades de cada setor econômico. Essa afirmação foi feita em São Paulo, durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic), onde Lula recebeu uma pauta de reivindicações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Lula enfatizou a importância da construção civil para o desenvolvimento do país. Ele afirmou que o setor é fundamental na geração de empregos e que, historicamente, sempre teve um papel central na economia. "A construção civil é imprescindível para o futuro deste país. Em qualquer momento histórico, ela é quem gera emprego com mais facilidade. É ela quem pode fazer as coisas acontecerem", declarou o presidente.
O presidente também comentou sobre a proposta de redução da escala 6 por 1, que possibilitará aos trabalhadores brasileiros ter dois dias de descanso semanal. Ele ressaltou que essa jornada de trabalho será ajustada levando em conta as particularidades de cada categoria profissional. "Ninguém vai impor isso na marra. É preciso respeitar a realidade de cada categoria, de cada profissão, de cada setor econômico, para fazer as coisas resultarem no benefício que nós queremos para a sociedade brasileira", afirmou Lula.
Além disso, Lula procurou tranquilizar os empresários presentes, dizendo que não deveriam temer o fim da escala 6 por 1. "Isso é algo necessário, porque hoje o povo quer mais tempo para ficar em casa; quer mais tempo para o lazer; quer mais tempo para estudar e para namorar. Isso é normal porque a sociedade tem avançado muito, com os avanços tecnológicos", acrescentou ele.
Dirigindo-se diretamente aos empresários do setor da construção civil, o presidente destacou que precisa deles para impulsionar a geração de empregos, construção de casas e obras de infraestrutura. Ele enfatizou a reciprocidade necessária entre o governo e o setor privado: "Vocês precisam de mim para fazer financiamento. É uma via de duas mãos. Eu dou e recebo, e vocês dão e recebem, porque, se não for assim, não funciona".