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Mato Grosso prepara mobilização de mais de 5 mil agentes para garantir segurança nas eleições

Com mais de 5,3 mil agentes de segurança, Mato Grosso se prepara para as eleições de 2026, priorizando locais de difícil acesso e monitorando fatores
Foto: RDNEWS

Nas eleições de 2026, mais de 5,3 mil agentes das forças de Segurança Pública estarão mobilizados em Mato Grosso. Essa informação foi divulgada pela Justiça Eleitoral do estado, que já iniciou o planejamento das ações de segurança para o pleito. A coordenação da operação ficará a cargo do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), uma estrutura criada para centralizar o monitoramento, a comunicação e a resposta a ocorrências durante o processo eleitoral.

Diante da vasta extensão territorial do estado, que abrange 903.357 quilômetros quadrados, o planejamento de segurança enfrenta desafios significativos. Mato Grosso é o terceiro maior estado do Brasil em área, e as distâncias e o isolamento de certas regiões representam obstáculos logísticos para garantir a segurança durante a votação.

A operação contará com a colaboração de diversos órgãos de Segurança Pública e instituições de apoio, incluindo as polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal, além do Exército Brasileiro, da Marinha e de guardas municipais. Também estarão envolvidos a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Corpo de Bombeiros, a Secretaria de Estado de Segurança Pública, concessionárias de energia e abastecimento de água, Correios, empresas de telecomunicações e órgãos municipais.

Para as eleições de 2026, a estrutura eleitoral prevê cerca de 2,641 milhões de eleitores aptos a votar, distribuídos em 1.529 locais de votação nos 142 municípios do estado. Dentre esses locais, 110 são considerados de difícil acesso e 61 estão localizados em territórios indígenas. A localização desses pontos remotos exige um planejamento logístico especial, devido às grandes distâncias e às dificuldades de deslocamento.

A juíza Edna Coutinho, coordenadora do GGI, enfatiza que, após o levantamento das informações, incluindo o número de agentes de segurança, o próximo passo é mapear os riscos associados ao processo eleitoral. “Vamos sentar com cada uma das áreas, identificar estas situações e traçar uma estratégia”, afirmou.

A magistrada também destacou a importância de uma resposta rápida e eficaz para garantir a transparência do pleito. “O flagrante tem que ser ali, a resposta tem que ser dada na hora, para conseguirmos realmente atingir o objetivo que é a transparência. E, neste sentido, nada melhor do que a prevenção”.

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