O ex-governador Mauro Mendes, do União, rejeitou a ideia de antecipar a convenção do partido, proposta pelo deputado estadual Júlio Campos e seu irmão, o senador Jayme Campos, ambos do União. Durante uma entrevista, Mendes afirmou que Júlio precisa se familiarizar com o estatuto do partido, ressaltando que suas afirmações são muitas vezes equivocadas e consideradas "bobagens".
Apesar de não considerar a antecipação do encontro partidário, Mauro Mendes informou que a data será definida na próxima semana. Uma ala dentro do partido defende que o encontro ocorra no primeiro dia do calendário eleitoral, programado para 20 de julho, com o prazo final para a definição em 5 de agosto.
Os Campos e Mauro Mendes estão em conflito, especialmente devido ao interesse de Jayme em concorrer ao Governo de Mato Grosso, o que contrasta com a intenção de Mendes, pré-candidato ao Senado, de apoiar a reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos. Em meio a esse impasse, Júlio sugeriu que Mauro fosse confirmado como candidato, permitindo que ele apoiasse Pivetta, desde que o nome de Jayme fosse referendado para o governo.
Mauro Mendes enfatizou a importância do estatuto do partido na condução das decisões, afirmando que é essencial que os filiados o conheçam e respeitem. "Não será a vontade do Mauro Mendes, não será a vontade dos Campos, será a vontade que está expressa no Estatuto do partido", declarou o ex-governador, sublinhando a necessidade de seguir as diretrizes estabelecidas.
Além disso, Mauro respondeu a críticas feitas por Júlio sobre a direção estadual da federação União Progressista, que inclui o União Brasil e o Progressistas. Ele afirmou que a composição dessa direção foi resultado de uma decisão a nível nacional, que nomeou os membros publicamente, o que pode impactar a candidatura de Jayme em caso de desavenças entre os partidos.
Embora tenha reiterado que as definições sobre candidaturas ocorrerão apenas nas convenções, Mauro Mendes reafirmou seu apoio a Otaviano Pivetta. "O meu apoio é para o Otaviano Pivetta. A federação União Progressista vai decidir nas convenções", afirmou.