RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Max Russi critica governo do Pará e anuncia ação no STF por demarcações de terras

O Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, denunciou abandono de moradores pelo governo paraense e confirmou que o estado irá acionar o
46c16f12a71741309ab62307b68dd1736980e218726a1

O Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, manifestou forte descontentamento em relação ao governo do Pará durante uma coletiva à imprensa na última quarta-feira (3). O parlamentar, que representa o Podemos, destacou a histórica disputa territorial entre os dois estados e cobrou o cumprimento das demarcações realizadas por Marechal Rondon. Russi acusou a administração paraense de negligenciar a população local, priorizando apenas a arrecadação financeira, e anunciou que Mato Grosso tomará medidas legais junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para reaver uma área de 22 mil quilômetros quadrados.

A região em questão equivale ao tamanho do estado de Sergipe e está situada na divisa que afeta seis municípios do sul do Pará. O governo de Mato Grosso argumenta que houve um erro histórico na cartografia realizada pelo Exército Brasileiro em 1922, que desconsiderou os marcos originais estabelecidos pelo desbravador Cândido Rondon. Apesar de o STF ter decidido em 2020 em favor do Pará, a questão voltou a ser debatida com novas rodadas de conciliação lideradas pelo ministro Flávio Dino.

Durante suas declarações, Max Russi não hesitou em criticar a gestão do governo do Pará, afirmando que a governadora tem se concentrado na exploração da terra para obter receitas fiscais, em detrimento do bem-estar dos habitantes locais. "A governadora está pensando na terra, na arrecadação, eles não cuidam daquela parte do Pará, eles cuidam do resto do estado. Pegam os recursos dali e investem em outras regiões do estado", afirmou o deputado.

Russi enfatizou a importância de buscar justiça para Mato Grosso e para os moradores da área afetada. "Vamos trabalhar enquanto poder público, vamos ao STF, esperamos ter êxito, não é uma briga fácil, mas não podemos só entrar em brigas fáceis, temos que entrar naquilo que é justo. No meu entender, é justo para Mato Grosso, teremos condições de atender melhor aquelas pessoas", destacou.

O presidente da ALMT reiterou que a luta é uma questão de justiça histórica em relação à demarcação que remonta a muitos anos. "Teremos condições de fazer justiça ao que foi demarcado por Rondon lá atrás…por Rondon que foi um dos grandes brasileiros. Então é uma briga que nós vamos até as últimas consequências", garantiu. Max Russi concluiu suas declarações afirmando que Mato Grosso busca restabelecer o que foi acordado há décadas, reafirmando o compromisso do estado em defender os direitos dos moradores da região em disputa.

Veja também

Arraiá da Floresta 2026: Três Dias de Festividades e Concurso de Quadrilhas em Alta Floresta

A Prefeitura de Alta Floresta promoverá o Arraiá da Floresta 2026, que ocorrerá de 19 a 21 de...

Cerimônia de beatificação eleva Jauru como polo de turismo religioso em MT

A beatificação do Padre Nazareno Lanciotti, realizada em Jauru, promete transformar a região Oeste de Mato Grosso em...

Cuiabá recebe equipes de 16 estados para competição de Salvamento Veicular

Entre os dias 24 e 26 de junho, Cuiabá será palco do Desafio Nacional de Salvamento Veicular e...