Na quarta-feira, 27 de maio de 2026, a presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), se manifestou sobre as recentes exonerações ocorridas na Casa, negando qualquer intenção de retaliação política. Em meio a uma articulação para modificar o regimento interno e facilitar sua reeleição à Mesa Diretora, Paula não se considera uma "traidora", apesar das críticas geradas por essas mudanças.
As exonerações afetaram diretamente membros da equipe ligados a vereadores que se opõem à alteração do regimento, especialmente aqueles que apoiam a candidatura do vereador Ilde Taques (Podemos) à presidência da Câmara. Entre os demitidos estão Uile Felipe Marques Rosa, ex-secretário de Patrimônio e Serviços, e Rayhana Saywre Tada Rojas Arnuti, que ocupava o cargo de secretária de Apoio à Cultura.
Paula Calil afirmou que as decisões administrativas devem ser vistas de forma distinta das disputas políticas internas. "Nós fomos eleitos para servir a população cuiabana", declarou, enfatizando a importância de manter o foco nas necessidades da comunidade.
Durante a entrevista, a presidente foi questionada sobre o impacto que essas mudanças poderiam ter em sua imagem política, ao que respondeu com firmeza, negando que isso a marcaria negativamente. "Na política, o diálogo e os alinhamentos são essenciais. Cada vereador tem a liberdade de se posicionar conforme suas convicções", disse.
Calil também fez referência à crise institucional enfrentada em Várzea Grande, alertando que não deseja que situações semelhantes ocorram em Cuiabá. "O que a gente não pode permitir é isso. O que acontece em Várzea Grande. A gente não deseja isso para Cuiabá", afirmou, destacando a necessidade de um ambiente político saudável e produtivo.
Apesar do clima tenso nos bastidores, a presidente reafirmou seu compromisso com o diálogo e a construção de entendimentos entre os vereadores. "Estamos conversando e ouvindo a todos de uma forma muito republicana", concluiu, reiterando a importância da comunicação aberta dentro da Câmara Municipal.