Na sexta-feira, 12 de junho de 2026, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) manifestou sua indignação em relação às falas do senador Wellington Fagundes (PL), que propôs a paralisação das obras do Parque Novo Mato Grosso. A sugestão de Fagundes visa redirecionar recursos e maquinários para a recuperação de rodovias estaduais, especialmente a MT-170, que foi estadualizada durante a gestão de Mauro Mendes.
Pivetta, em sua resposta, criticou a posição do senador, afirmando que nunca havia visto um pré-candidato ao governo defender a interrupção de obras públicas. O governador destacou que essa atitude não é uma surpresa, considerando o histórico de Fagundes e seu grupo político. "Esse povo sabe parar obra, eles sabem manter obra parada, sabem fazer gestão lá em Brasília para liberar dinheiro para obras paradas e as obras não saem do papel", declarou Pivetta.
As declarações de Pivetta surgem em um contexto de crescente tensão entre os dois políticos. Recentemente, o governador já havia insinuado que Fagundes tinha influência sobre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Mato Grosso, ressaltando que os recursos que chegavam do governo federal eram destinados apenas a serviços de patrolamento na época em que a rodovia era de responsabilidade federal.
A repercussão das críticas de Fagundes sobre as condições da MT-170 acirrou o debate, levando Pivetta a reafirmar sua posição contrária à paralisação das obras. O governador enfatizou que em Mato Grosso não haverá espaço para a interrupção de projetos que visam melhorar a infraestrutura do estado.
Com a proximidade das eleições, as trocas de acusações entre Pivetta e Fagundes devem intensificar-se, refletindo o clima político acirrado em Mato Grosso. A disputa pela governança do estado se torna cada vez mais acirrada, e as promessas de melhorias na infraestrutura serão um tema central nas campanhas dos candidatos.
A questão da Infraestrutura de Transportes em Mato Grosso permanece como um dos principais desafios da administração pública, e as decisões tomadas por seus gestores terão impacto direto na mobilidade e no desenvolvimento econômico da região.