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Policial penal é preso após atirar no enteado em Cuiabá

Um policial penal foi preso em flagrante após disparar contra a cabeça do enteado, de 21 anos, durante uma briga motivada por uma motocicleta. O
Foto: RDNEWS

O policial penal Emerson Geremias foi detido em flagrante sob a acusação de ter assassinado seu enteado, Átila Yuri dos Santos, de 21 anos, com um tiro na cabeça. O incidente, que ocorreu na manhã de 10 de junho de 2026, em Coxipó do Ouro, Cuiabá, teria sido motivado por uma discussão relacionada a uma motocicleta, conforme relatado pelo delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo com informações apuradas, Emerson e Átila já haviam se desentendido anteriormente. Na noite de 9 de junho, o jovem teria danificado a moto da mãe, que é companheira do policial. Na manhã seguinte, Emerson foi buscar esclarecimentos sobre o ocorrido, o que levou a uma nova discussão entre ambos.

Durante a briga, o policial alega que Átila estava armado com uma faca. Ele afirmou ter realizado um disparo de arma de fogo em legítima defesa, que não atingiu ninguém. Contudo, segundo a versão apresentada, quando o enteado se aproximou com a faca, Emerson atirou novamente, atingindo Átila na cabeça.

O delegado Nilson Farias, após analisar a cena do crime, questionou a alegação de legítima defesa. Para ele, não foi possível identificar indícios de luta corporal ou uma situação que justificasse a ação do policial. Por conta disso, decidiu pela prisão em flagrante, ressaltando que o caso será aprofundado durante a investigação, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Farias expressou que o disparo poderia ter sido direcionado a outra parte do corpo e que a conduta do policial penal, ao efetuar mais de um disparo e atingir a face do enteado, é considerada grave. A arma utilizada no crime, uma pistola calibre 9mm, foi apreendida pela polícia.

Ao ser apresentado na DHPP, Emerson Geremias fez uma breve declaração à imprensa, reiterando sua defesa de que agiu em legítima defesa ao atirar em Átila. O caso segue sob investigação pela DHPP de Cuiabá.

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