Na quarta-feira, 20 de maio de 2026, a Prefeitura de Cuiabá anunciou o Reajuste Geral Anual (RGA) para os servidores municipais, que terá um impacto financeiro estimado em R$ 88 milhões na folha de pagamento. O percentual de reajuste será de 4,11% para a maioria dos servidores, enquanto os profissionais da Educação receberão um aumento de 3,51%. Essa diferença nos percentuais se deve à unificação da data-base dos servidores para o mês de maio.
O prefeito Abilio Brunini, do PL, informou que aproximadamente R$ 69,9 milhões do total se referem a servidores ativos, enquanto R$ 21,9 milhões são destinados a aposentados e inativos previdenciários. Ele destacou que o decreto que oficializa o RGA será publicado ainda nesta quarta-feira e esclareceu que a variação entre os índices não representa uma perda salarial para os profissionais da Educação, mas sim uma adaptação ao período utilizado para o cálculo inflacionário.
"Os demais servidores recebem 4,11% porque esse percentual considera 12 meses de inflação. Já a educação terá 3,51% porque houve a unificação da data-base para maio e, nesse caso, o cálculo leva em conta apenas 10 meses desde o último reajuste", afirmou o prefeito.
Abilio Brunini também mencionou que, a partir do próximo ano, a expectativa é que os percentuais sejam uniformizados entre todas as categorias. "Daqui para frente, a diferença do RGA será igual para todos os servidores. O que muda agora é apenas o período utilizado no cálculo", acrescentou.
O secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, detalhou que o cálculo do RGA é feito automaticamente com base nos índices oficiais de inflação acumulados no período de referência. "O Reajuste Geral Anual segue a variação inflacionária dos últimos 12 meses. Como a educação tinha uma data-base diferente, ainda não completou esse período desde o último reajuste. Por isso, o índice aplicado neste momento é proporcional a 10 meses", explicou Bussiki.
Ele também ressaltou que a equiparação imediata do percentual da educação aos 4,11% representaria um ganho real acima da inflação, o que necessitaria de autorização legislativa. "Se o Município decidir aplicar 4,11% também para a Educação neste momento, isso deixa de ser apenas recomposição inflacionária e passa a configurar ganho real referente aos dois meses não contabilizados anteriormente. Nesse caso, seria necessária a aprovação de um projeto de lei pela Câmara Municipal", completou o secretário.