O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), manifestou sua posição a favor da decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em suas declarações, Abilio considerou "estranho" qualquer reação negativa a essa medida, que foi anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
Durante uma entrevista, o prefeito enfatizou a importância de um tratamento rigoroso às facções criminosas, afirmando que o reconhecimento internacional pode fortalecer as ações contra o crime organizado. Ele mencionou o apoio do governador Mauro Mendes, que também defendeu o endurecimento das medidas contra as organizações criminosas em Mato Grosso.
A nova classificação, que começará a valer em 5 de junho, permite ao governo dos EUA implementar mecanismos de bloqueio financeiro, sanções e monitoramento de atividades relacionadas ao PCC e ao CV. Marco Rubio destacou que essas facções são consideradas entre as mais violentas do Brasil e possuem ramificações que se estendem para outros países da América Latina e até para o território norte-americano.
Em resposta a críticas de especialistas que apontam possíveis implicações diplomáticas e riscos à cooperação entre Brasil e Estados Unidos, Abilio rebateu, questionando a lógica de quem vê a classificação como um obstáculo às relações bilaterais. "Se alguma representação da segurança nacional entende que os Estados Unidos, dentro da sua legalidade, reconhecer que o PCC e o Comando Vermelho são organizações terroristas vai prejudicar a relação, estranho está essa relação", afirmou.
O prefeito também criticou a resistência ao combate às facções, afirmando que é incoerente se opor a medidas que buscam enfrentar o crime organizado. "Estranho está quem quer achar que a relação só fica boa se os Estados Unidos não perseguirem ou não combaterem o crime organizado e as facções criminosas no Brasil", declarou.
As declarações de Abilio ocorrem em meio a um debate mais amplo sobre a decisão dos EUA, que foi criticada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula defendeu que o combate às facções deve ser conduzido pelas autoridades brasileiras, respeitando a soberania nacional. O assunto gerou discussões entre membros do governo, parlamentares e especialistas em segurança pública.