Na sexta-feira, 05 de Junho de 2026, Raquel Mattei, presidente do Partido Novo em Rondonópolis, divulgou uma nota pública para contestar a versão apresentada por Carlos Eduardo Caleman, que relatou um desentendimento de trânsito como origem para a situação em que a dirigente afirma ter sido perseguida e intimidada enquanto dirigia pela cidade.
Raquel Mattei informou que possui imagens de câmeras de segurança e vídeos que comprovam que o que ocorreu foi muito mais grave do que uma simples discussão entre motoristas. Em sua manifestação, ela destacou que registrou um boletim de ocorrência e entregou todo o material às autoridades, incluindo gravações que mostram parte da perseguição.
"Tenho plena confiança de que a verdade será demonstrada por meio dos vídeos, dos depoimentos e da investigação conduzida pelos órgãos competentes", afirmou Mattei. A presidente relatou que estava retornando para casa acompanhada da filha quando começou a ser alvo de ofensas, intimidações e perseguição, o que lhe causou medo e sensação de insegurança.
"Quem assistiu às imagens e ouviu os relatos sabe que não se trata de um simples desentendimento de trânsito. O que vivi naquela noite foi uma situação de constrangimento e intimidação que jamais deveria acontecer com qualquer mulher, mãe ou cidadã", declarou Raquel. Os vídeos divulgados mostram momentos da perseguição e também registros de Caleman exaltado durante a discussão, material que deve ser analisado pelas autoridades.
Na nota, Raquel também mencionou que houve referências políticas durante os ataques, reforçando sua versão de que a hostilidade estava ligada a posicionamentos políticos. "Divergências políticas fazem parte da democracia. A violência, o ódio e a perseguição não", escreveu.
O caso ganhou notoriedade após Raquel denunciar em suas redes sociais que foi seguida por vários quilômetros por um motorista que teria realizado manobras perigosas e a acompanhado até as proximidades de seu condomínio. Após a divulgação do relato, Carlos Eduardo Caleman publicou um vídeo pedindo desculpas à Presidente do Novo e às pessoas que se sentiram ofendidas. Ele admitiu que seguiu o veículo de Raquel, mas negou que o episódio tivesse motivação político-partidária.