No dia 31 de maio de 2026, às 22h34, a discussão sobre a jornada de trabalho no Brasil ganhou um novo capítulo, quando os senadores de Mato Grosso, Jayme Campos e Wellington Fagundes, assinaram a PEC do Horário Flexível. Essa proposta, liderada por Rogério Marinho, não altera a atual jornada semanal de 44 horas nem elimina a escala 6×1, contrariando a expectativa de milhões de trabalhadores que comemoravam a aprovação de uma PEC que reduz a carga horária para 40 horas.
A nova proposta é considerada uma estratégia para desacelerar o avanço da PEC que foi aprovada pela Câmara dos Deputados. Dentre as mudanças sugeridas, está a possibilidade de que salários, férias, 13º e outros direitos sejam calculados com base nas horas efetivamente trabalhadas. Essa abordagem é vista por defensores da redução da jornada como uma tentativa de preservar as condições atuais de trabalho.
Com um total de 40 assinaturas, a PEC do Horário Flexível já demonstra uma força significativa no Senado, o que pode dificultar a tramitação da proposta que favorece os trabalhadores. A movimentação nos corredores de Brasília é interpretada como uma ação do bloco conservador que busca evitar alterações mais significativas nas regras trabalhistas vigentes.
A adesão de Jayme Campos e Wellington Fagundes à proposta os posiciona ao lado de outros senadores que defendem a flexibilização das relações de trabalho, ao invés de uma diminuição na carga horária. Essa postura deve provocar um intenso debate entre sindicatos e trabalhadores no estado de Mato Grosso, que se sentem impactados por essas decisões.
A discussão sobre a jornada de trabalho e os direitos dos trabalhadores continua a ser uma questão central na política brasileira, refletindo diferentes visões sobre o futuro das relações laborais no país.