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Setor Pecuário de MT Enfrenta Risco de Desabastecimento de Insumos e Aumento de Custos

A Famato alerta sobre a possibilidade de escassez de sal mineral e aumento nos preços de insumos na pecuária, afetando diretamente a produção de carne
Foto: Foto: Famato

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) emitiu um alerta sobre a possível falta de fosfato bicálcico no mercado nacional, um insumo crucial para a produção de suplementos minerais destinados à alimentação de bovinos. Levantamentos realizados pela entidade junto a produtores rurais e indústrias de nutrição animal indicam que, nos próximos dias, existe um risco elevado de escassez de sal mineral, principalmente em Mato Grosso, que abriga o maior rebanho bovino do Brasil.

A combinação de fatores que contribui para essa situação inclui a insuficiência da produção nacional para atender à demanda do setor agropecuário, a alta dependência de importações e restrições externas que afetam a oferta. Além disso, conflitos internacionais têm impactado as cadeias produtivas e logísticas, e alguns países fornecedores optaram por priorizar seus próprios mercados para assegurar insumos essenciais à produção alimentar.

A Famato também destaca a tendência de aumento nos preços de concentrados para engorda e suplementos minerais, com a expectativa de novos reajustes. Essa elevação nos custos pressiona ainda mais os pecuaristas, que já lidam com despesas altas, margens de lucro reduzidas e preços em queda pagos pela indústria frigorífica.

A preocupação com a escassez de insumos não se limita apenas à pecuária, mas também se estende à agricultura no estado. A Famato observa que a falta e o aumento de preços dos insumos fosfatados revelam uma vulnerabilidade mais ampla do setor produtivo, uma vez que esses insumos são fundamentais tanto para a suplementação animal quanto para a produção agrícola. Dada a posição de Mato Grosso como líder na produção de grãos, fibras e carne, qualquer instabilidade no fornecimento pode comprometer a produtividade e a competitividade do agronegócio local.

Vilmondes Tomain, presidente da Famato, enfatiza a urgência da situação, chamando atenção para a necessidade de medidas imediatas. Ele sugere ações como a desburocratização alfandegária, a aceleração da liberação de produtos nas fronteiras e o fortalecimento das relações com países fornecedores, como a Bolívia. Além disso, Tomain ressalta a importância da implementação eficaz do Plano Nacional de Fertilizantes 2022-2050, que visa reduzir a dependência externa do Brasil em insumos estratégicos.

Esse plano contempla iniciativas para aumentar a produção interna, incentivar a pesquisa mineral, atrair investimentos, melhorar o ambiente de negócios e fortalecer a infraestrutura logística. Tomain conclui afirmando que o Brasil não deve depender quase que exclusivamente do mercado externo para garantir insumos essenciais à produção de alimentos, destacando que a acessibilidade a fertilizantes e insumos minerais é uma questão de soberania e segurança alimentar para os produtores rurais.

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